sábado, 30 de novembro de 2013


LIVRO : MANUAL DO PASSISTA (Jacob Melo)
1 - QUEM PODE APLICAR
- Observe-se que todos seres vivos expelem fluidos e nem por isso são passistas
- Se definirmos o passe como o resultado da boa vontade, todos somos passistas. Sabemos, todavia, que na vida a boa vontade, só por si, nem sempre é suficiente para resolver tudo a que se propõe. Assim, nem todos portadores de boa vontade são, só por esse motivo, passistas
-Modalidades de passes :
(1) Espiritual :
- É aquele em que os fluidos , basicamente, provêm do Mundo Espiritual
- Para servir de canal eficaz e eficiente ao Mundo espiritual, o passista deverá contar com uma preparação moral e psíquica de bom nível
(2) Magnético (Humano) :
- É o que conta com maior profusão fluídica do passista (Fluido Vital, anímico, magnético)
(3) Misto :
- É a conjunção fluídica proporcional de ambos os meios, o espiritual e o humano (Magnético)
- Grupos de pessoas que padecem de certas restrições :
(1) Crianças e adolescentes, por encontrarem-se em fase de desenvolvimento orgânico
(2) Pessoas na terceira idade, que não tenham participado demorada e consistentemente dessas atividades num passado recente, visto que seus campos vitais solicitam parcimônia no desgaste dos fluidos vitais
(3) criaturas com deficiências mentais, sob influência obsessivas, em tratamento com medicações controladas, organismo debilitado em decorrência de problemas pulmonares, cardíacos ou portadoras de moléstias infecto-contagiosas, bem como desequilibradas psíquicas e/ou moralmente
- Apesar de passe ser uma doação de bons fluidos, não significa que uma doação desses seja, necessariamente, um passe. Isso porque por passe se entende uma ação consciente e deliberada de transmissão de fluidos, de um possuidor para um carente, por meio de uma técnica, ainda que seja a mais simples
- Nessa doação, a ligação mental do passista com níveis espirituais superiores e a capacidade de fazer suas energias transitarem por ele são de relevância, tanto quanto a característica de, possuindo uma disposição íntima de usinagem fluídica, exteriorizar, direcionar e manipular esses fluidos
- Kardec informou que a faculdade de curar pela influência fluídica(passes), pode desenvolver-se pelo exercício
- O mundo fluídico não atende apenas a impulsos psíquicos e mentais ou materiais; por ser bastante físico, atende de igual forma a comandos magnéticos, tanto por repercussão do fisiologismo quanto por emanações de fluidos vitais. Outros fatores, além da boa vontade e de uma simples imposição de mãos, interferem no processo
- O passista, ou candidato a, deve amar e estudar; Amar no sentido mais profundo e nobre do termo e estudar fluidos, períspirito, campos vitais, magnetismo, mediunidade e, se possível, um mínimo de anatomia e fisiologia. Isso não impede que pessoas sem cultura, sem estudo, sem qualquer conhecimento teórico ou acadêmico de magnetismo e mediunidade não possam aplicar passes e virem a ser sucedidas

2 - PASSISTA ESPIRITUAL, MAGNÉTICO OU MISTO
- Sensações físicas de um passista no ato de aplicar um passe:
(1) Passista Espiritual
- leve e agradável rocio ao alto da cabeça, como se uma suave brisa tocasse levemente os cabelos
- Percebem uma circulação de sutil vibração circulando pela fronte, coração, pulmões e membros superiores, saindo pelos braços, em direção às mãos, por fim derramando-se sobre o paciente


(2) Passista Magnético
- O alto do estômago acusando um movimento circulatório como se estivesse afunilando, numa pressão em direção ao centro do corpo
- Uma espécie de dor fina, estômago a dentro, como se a lâmina de um punhal penetrasse nessa região
- O alto do estômago forçando e entrando, como se fosse sair pelas costas
- O alto do estômago estufando e se avolumando, como se fosse explodir
- Gases subindo pelo esôfago, dando forte e quase irresistível vontade de arrotar
- Impressão de conter uma verdadeira turbina, localizada no alto do estômago, a girar cada vez mais rápida, de tal maneira que, por vezes, chaga-se a ouvir o ruído (silvo) da mesma
- Palpitação forte e/ou arritmia cardíaca sem que, de fato, o órgão físico esteja submetido a tais esforços ou movimentos
- Ardor na garganta, como se repentinos e insistentes pigarros surgissem e desaparecessem
- Sudorese inesperada
- Dores localizada sobre o fígado ou o baço, como se tivessem sido despendidos grandes esforços
- Uma azia forte e ardida que cessa com ao ser interrompido o passe
- Ardor nos olhos e incômodo no entre-olhos, por vexes, chegando o lacrimejar incontrolável
- Sensação de giro ou pressão sobre a genitália
(3) Passistas mistos(Observações posteriores às aplicações dos passes)
- Perda ou dificuldade em conciliar o sono ou cair rapidamente em sono profundo, sem que, ao despertar, guarde as sensação de haver realmente descansado
- Acordar com ressaca : secura ou gosto amargo na boca, sede insaciável e indisposição generalizada
-Complicações gástricas sem motivos alimentares ou psicológicos que as justifiquem
- Perda do apetite, do paladar ou fome incontrolável
- dificuldade de raciocinar e lapsos de memória

3 - POR ONDE COMEÇAR
- O início de qualquer prática será sempre o do estudo prévio da teoria. Em se tratando de passes, a melhor teoria está no magnetismo
- Com espíritas, precisamos ter segurança em assuntos como o períspirito, fluidos e influência espiritual, Centros de forças ou chakras
4 - O MUNDO DOS FLUIDOS
- Dos seres vivos emanam fluidos constantemente. Esses fluidos são essencialmente físicos e têm muito de componentes orgânicos
- Nos seres humanos, eles são muito influenciáveis pela ação do pensamento, através da vontade e das vibrações em que a mente se situa
- Nos animais, faltando-lhes a razão, os fluidos sofrem os efeitos da faixa evolutiva em que se situam : fisiológicos (os materiais) e instintivos (os psíquicos)
- Os fluidos vitais são basicamente de origem física, apesar da grande interferência da mente. A diferença básica entre os fluidos dos magnetizadores (passistas) e os espirituais é a sutileza : o humano é mais denso e material. Enquanto o espiritual é mais rarefeito e sutil
- No ser humano, a elaboração dos fluidos se dá em regiões específicas. Estas são de dois níveis : uma orgânica, onde certos órgãos funcionam como “combustíveis” ou parceiros para as usinas magnéticas, e outra numa muito bem organizada e sutil estrutura, conhecida como perispírito
- Quando Jesus falava que a fé definiria a cura de determinada enfermidade, induzia o paciente á mobilização de todo potencial fluídico (anímico) próprio em seu próprio benefício. Sem dúvida, esses fluidos eram orientados por uma vontade que sabia, por uma determinação que “queria”, de fato fazer...e que fazia

5 - CENTROS VITAIS
5.1 - INFLUÊNCIA DOS CENTROS VITAIS
- Os magnetizadores, como fruto as mais ponderada e testada observação, determinaram que os passes só devem ser feitos no sentido da cabeça aos pés e nunca ao contrário
- O sentido do giro dos Centros Vitais indica que os passes deverão ser sempre no sentido horário , exatamente para evitar a congestão fluídica
- Um foco de desarmonia (uma infecção, por exemplo, a depender do tempo em que está estabelecido, se irradia e termina por impregnar e adulterar o funcionamento dos centros que lhe são adjacentes. Estes, por sua vez, irão repercutir sobre os outros, e assim por diante
- Fato é que, normalmente, o portador de um foco de desarmonia tem desarmonia igualmente estabelecida em outros centros. Se for “corrigido” apenas o foco, os outros centros permanecerão em temporária desarmonia, o que normalmente resulta em mal-estar no paciente
5.2 - FORMA E ALCANCE DOS CENTROS VITAIS
- Quando impomos a(s) mão(s) ou a(s)movimentamos muito lentamente, o Centro Vital absolverá mais fluidos e essa absorção será muito centralizada, pelo que o passe toma uma característica concentradora de fluidos
- Se, ao contrário, fizermos movimentos rápidos, a absorção fluídica deixará de ser centralizada, levando os Centros Vitais a uma “reação dispersiva”
- Já o que diz respeito à distância, se a(s) mão(s) está (ão) próxima(s), menos de 25 cm, o centro Vital fará uma captação nos níveis de maior intensidade (próximo ao vértice, região conhecida como base do vórtice), sendo, então, considerado como de “reação ativante”
- Com a(s) mão(s) distante mais de 25 cm, a captação será em nível de baixa intensidade (longe do vértice, região alta do vórtice), sobrando aos fluidos a características “calmante”

6 - APLICANDO O PASSE ESPIRITUAL
6.1 - O PASSISTA PODE AGIR DA SEGUINTE MANEIRA
(1) Antes de iniciar a imposição da (s) mão(s), ore com fé e esperança, por si e pelo paciente
(2) Sentindo o clima fluídico, imponha a(s) mão(s) sobre a cabeça do paciente, nem próximo, nem muito distante, cerca de 30 a 50 cm e, ainda em oração, deixe o fluido dos Bons espíritos fluírem, que será identificado por um leve rocio a “correr” pelos braços e esvair-se pelas mãos, deixando no passista uma sensação agradável e suave
(3) Quando cessar esse fluir, faça alguns dispersivos sobre a cabeça ou sobre o(s) local(is) onde foi(ram) feita (s) a(s) imposição(ões) para evitar o efeito da concentração de eventuais transferências de fluidos magnéticos (Mesmo nos passes espirituais, é comum o passista deixar “vazar”, na maioria das vezes, sem o perceber, fluidos magnéticos, o que gera congestão fluídica localizada
6.2 - ALGUMAS OBSERVAÇÕES ADICIONAIS
(1) Via de regra, não se usa movimentação de mãos nos passes espirituais.Todavia, como raramente se tem segurança plena sobre os fluidos que foram doados ao paciente, convém manter atenção quanto à necessidade do uso de dispersivos
(2) mesmo na situação do passe espiritual, é grande o número de pacientes que está precisando mais de dispersivo , no sentido de rearmonizar suas estruturas vitais, do que uma captação fluídica. Por isso, o passe dispersivo no início dos passes espirituais são de grande valia, pois podem eliminar a necessidade de maiores doações fluídicas. Esta observação é igualmente coerente e consequente nos passes magnéticos e mistos
(3)Usualmente, o passe espiritual é de pouca duração, normalmente em torno de um minuto, sendo que, raramente excede a um minuto e meio


7 - COLA PSÍQUICA : O QUE SERIA
7.1 - Quando estudamos o magnetismo humano, encontramo-lo, didaticamente, dividido-o em três tipos :
(1) Magnetismo Humano : É aquele cujo fluido emana do próprio magnetizador. No “O Livro dos Médiuns”, os Espíritos questionados por Kardec, disseram que os magnetizadores humanos, embora haurindo a força magnética em si mesmos, são auxiliados pelos Espíritos, e pela ação destes, a força daqueles vai aumentada
(2) Magnetismo Espiritual : É o do qual os fluidos provém apenas e diretamente do Mundo Espiritual, sem intermediário
(3) Magnetismo Misto : Se dá quando os dois tipos anteriores se mesclam
- Não teríamos como catalogar o magnetismo humano, já que os espíritos, de uma forma ou de outra, estão sempre presentes e atuantes
- Muitas vezes os espíritos aplicam seus fluidos aos pacientes via médiuns, sem que estes desprenda, de modo sensível, magnetismo humano (Fluido vital, anímico). Na prática, portanto, podemos dizer tratar-se de magnetismo espiritual, embora a transmissão pelos espíritos contem com a participação de um médium
- O magnetismo é misto quando o magnetizador humano, usando suas reservas fluídicas, também faça uso concomitantemente e consciente dos fluidos espirituais

7.2 - Até onde vai o incremento da força magnética que os espíritos dão aos fluidos dos passistas ?
7.2.1 - LM,Cap XIV,176
- Questão 02 - “Se magnetizas com o propósito de curar e invocas um Bom espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias”
- Questão 04 - “Agiria com maior eficácia aquele que, tendo a força magnética, acreditasse na intervenção dos espíritos? Faria coisa que consideraríeis milagre”
7.2.2 - Revista espírita, item 8 - Set 1865
- “...Os espíritos lhe (ao magnetizador) vêm em ajuda, derramando sobre ele seu próprio fluido, que pode decuplicar ou centuplicar a ação do fluido puramente humano”
- O derramar dos fluidos espirituais, saturando-o com fluidos de um “padrão” mais sutil, igualmente potencializa suas energias fluídicas, daí o decuplicar ou centuplicar da ação magnética, Trata-se, sem dúvida, de um incremento quantitativa e qualitativo
- Quando se acredita na intervenção dos espíritos, toda a estrutura fluídica magnética do passe vai potencializada, haja vista que todos os grandes magnetizadores, curandeiros e correlatos, quando trabalham evocando as “forças Superiores”, sob o título que queiram dar, sempre conseguem melhorar o rendimento de suas práticas
- Quando o passista é reconhecido como “magnetizador humano”, é comum observamos os níveis de cansaço físico e esgotamento fluídico que o atingem após um determinado número de aplicações de passes. Para chegar a esse ponto, o número das aplicações quase sempre é relativamente baixo, algo como uns 10 a 15 passes. Ao contrário disso, quando ele é “passista espiritual”, a quantidade de passes aumenta sensivelmente, seu cansaço quase não é registrado e a fadiga fluídica parece nunca acontecer
- O óbvio nos afirma que o passista magnético, por doar energias suas, se desgasta mais, o que não acontece com o espiritual. Mas ocorre que o segundo também doa alguma coisa, pois do contrário, os espíritos não precisariam dele para fazer as magnetizações espirituais

7.3 - FUNÇÕES, CAPACIDADES E CARACTERÍSTICAS DOS FLUIDOS VITAIS
(1) Alguns elementos fluídicos desempenham o papel de “Catalizadores” dos fluidos como um todo, aprimorando e fazendo aprimorar seus “circuitos” de vitalidade
(2) Componentes se apresentam como campos de “imantação magnética”, os quais se responsabilizam pelo aprisionamento de determinadas cargas fluídicas que, sem esses campos, facilmente se desestabilizariam aleatoriamente no cosmo organo-perispiritual, onde, por não encontrar campos próprios e equivalentes para atender às leis das afinidades fluídicas, se perderiam

7.4 - IMANTAÇÃO MAGNÉTICA
- Deve existir no passista um estímulo de auto-produção, reprodução ou ativação desses campos de “Imantação magnética”; no paciente, eles permitem a assimilação, distribuição, localização e/ou fixação dos fluidos recebidos nas zonas ou periferia onde sejam requisitados
- Por ser função fluídica, é função anímica e não espiritual, apesar de sensivelmente sujeito às influências desta
- Tomando o passe espiritual por referência, temos esses campos de “Imantação magnética”, no passista, atuando de forma esgarçada, assim transmitindo, por “impregnância”, seu magnetismo para os fluidos que lhes “atravessam” o campo
- Seguindo esses fluidos, agora impregnados desse teor de “imantação magnética”, ao corpo do paciente, eles ali se estabilizam
- O que se verifica é que o passista, que por sua disposição de doador e pela ação da doação e transferência magnética, esgarça seus “campos de imantação magnética”, donde o poder de “impregnância”
- A esse incremento dado aos fluidos espirituais é que chamamos de “cola-psíquica”
7.5 - ILAÇÕES E EXPLICAÇÕES
(1) O passista espiritual não se cansa porque não doa fluidos vitais necessariamente, pois ele apenas possibilita uma Impregnância magnética ao fluido espiritual do qual é canal
(2) Nem todos os passes espirituais necessitam dessa cola-psíquica; se o paciente está com seus campos de “imantação magnética” ativados, os espíritos fazem o passe espiritual propriamente dito, ou seja : diretamente, sem intermediários, e seus fluidos se estabilizarão direta e afinadamente nos campos do paciente
(3) Quando se ora de forma contrita e elevada, ativa-se esses campos de “imantação magnética”, pelo que podemos afirmar que a prece é um auto-passe por excelência
(4) A transmissão dessa impregnância, por ter necessidade de harmonia para funcionar plenamente, em vez de desgastar fluidicamente o passista, põe-no em situação de mais equilíbrio fluídico, pelo que desnecessário se torna tomar passes após a aplicação nos pacientes ( Isso significa que à medida em que vai liberando cola-psíquica, o passista amplia sua capacidade de retenção de parcelas harmoniosas das energias que transitam por seu cosmo fisiológico
- Os fluidos dos bons espíritos, passando através do encarnado, pode alterar-se como um pouco de água límpida passando por um vaso impuro, podendo até essa cola-psíquica, de uma certa forma, ser um elemento de impureza. Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar a sua depuração, isto é, o seu melhoramento moral

8 - O SENTIDO DA APLICAÇÃO
- Como os fluidos que o paciente recebe são assimilados, transferidos e somatizados segundo o sentido dos Centros Vitais de maior frequência para os de menor, os passes, quando aplicados ao longo de uma determinada região, devem ser feitos no sentido da cabeça para os pés
- No caso dos passes circulares, devemos lembrar que o sentido natural de giro dos Centros Vitais é o horário. Dessa forma, esse é o sentido que fará o centro acionar sua componente centrípeta (para dentro). Portanto, quando aplicados localizadamente, de forma circular, o sentido da doação do passe é o horário
O passe aplicado no sentido horário contrário aos indicados acima, acarreta uma série de mal-estares no paciente. Por força de aplicação no sentido contrário ao correto, muitos pacientes “ganham” insônia, dores de cabeça, enjôos, sérios problemas digestivos , azia, cefaleia, ardor nos olhos, cansaço e moleza generalizada, dentre outros
- Foi por conta do sentido da aplicação que os magnetizadores “normalizaram” que quando fazemos um passe, ao passarmos as mãos sobre o paciente, no final do percurso, as fechamos, puxando-as para junto do nosso corpo e as retornamos ao ponto de origem
- Outra forma é fechar as mãos, afastá-la do corpo do paciente, lateralmente, o mais afastado possível, por fora do corpo, retorná-las ao ponto de reinício, onde as mãos voltariam a em abertas


9 - A VELOCIDADE DE APLICAÇÃO
- A velocidade da aplicação do passe define como o organismo do paciente recebe os fluidos e, consequentemente, que reações lhe advirão
9.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS PASSES, SEGUNDO A VELOCIDADE DE APLICAÇÃO :
(1) Passes lentos
- São concentradores de fluidos
- As imposições são concentradoras
(2) Passes rápidos
- Tornam os passes dispersivos, excetos os passes circulares, que são sempre concentradores
- Quanto mais rápido passamos as mãos sobre o paciente, mais fazemos os centros vitais buscarem um padrão harmônico de giro, o que termina por regular a distribuição interna dos fluidos
- Tendo por base que o centro Vital não transmite os fluidos na mesma velocidade e intensidade com que os capta, os passes dispersivos (Rápidos, vigorosos), produzem nos Centros Vitais um incremento nesses fatores, fazendo com que a transmissão dos fluidos para o ambiente interno do paciente seja ampliada, assim melhorando os efeitos do passe e os benefícios dos fluidos, evitando os inconvenientes dos “congestões fluídicas”
- Os passes dispersivos também atuam sobre os concentrados fluídicos como que compactando-os para a liberação posterior, gradual e continuada. Com isso, evita a concentração fluídica (por não tapar o Centro Vital), harmoniza mais rapidamente o giro de um Centro que estaria sobrecarregado de fluidos, e dá ao paciente a possibilidade de “ruminar” os fluidos em vez de assimilá-los de pronto
- Acreditamos que os concentrados fluídicos compactados pelos dispersivos podem ir se descompactando até uma semana, daí muitos tratamentos magnéticos poderem ser realizados semanalmente, sem prejuízo para o resultado final, salvo quando o paciente age de maneira inconveniente aos benefícios da magnetização

9.2 - CONGESTÃO FLUÍDICA
- Quanto mais demoramos as mãos sobre uma determinada região, mais tempo de captação e saturação fluídica fica a região, pois, obviamente, o Centro Vital correspondente estará sendo “abastecido” de mais e mais fluidos, o que provoca a concentração fluídica
- Fácil concluir que as imposições são mais concentradoras que os passes com alguma movimentação, mesmo quando lentamente. Fácil também perceber que uma longa exposição a concentrados (passes lentos ou imposições) pode desaguar num acúmulo excessivo de fluidos em determinadas regiões, provocando o fenômeno conhecido como “congestão fluídica”
- Muitas pessoas podem sair das cabines de passes sentindo incômodos, por vezes insuportáveis, exatamente por terem ficado expostas a prolongadas imposições, mormente sobre o coronário

10 - A DISTÂNCIA DE APLICAÇÃO
- Os passes próximos, em torno de 25 cm a menos de distância entre as mãos do passista e o corpo do paciente, trabalham os campos fluídicos conhecidos como ativantes, enquanto os distantes, acima de 25 cm, trabalham os calmantes
- Quando as mãos estão próximas, os Centros Vitais captam os fluidos de maneira mais condensada, já que circulam por uma região de movimentação mais intensa, que é a base do vórtice do Centro Vital. Pela condensação e pelo maior imediatismo com que os fluidos são captados, sua percepção pelo paciente será de característica ativante
- Quando as mãos estão afastadas, os Centros Vitais captam os fluidos de maneira mais sutil, já que “circulam” por uma região de movimentação menos concentrada, que são as extremidades exteriores do Centro Vital. Pelo percurso mais amplo que os fluidos circularão até alcançarem a zona de transferência e acessarem o corpo orgânico, eles serão percebidos com qualidades calmantes



Condição
de
Movi
mento
Medidas Efeito Conjuga
dos Efeitos
Velocidade
Lento Maior que
3 seg Concentra
dor Lento e
perto Concentrador
de ativantes
Velocidade
Rápido Menor que
3 seg Dispersivo Lento e
longe Concentrador
de calmantes
Distância
Perto Menor que
25 cm Ativante Rápido e
perto Dispersivo
dos ativantes
Distância
Longe Maior que
25 cm Calmante Rápido e
longe dispersivo
dos calmantes


11 - ENTRANDO EM RELAÇÃO FLUÍDICA
- O passista encontrará, em cada paciente, uma variação muito grande de sintonia, empatia ou antipatias fluídica, mas nada que não possa ser melhorado
- Observemos algumas ocorrências comuns nas cabines de passes :
O passista, ao se aproximar do paciente, sente : forte repulsão, forte atração, indiferença, distância, ausência, inapetência de aplicar o passe, um bem querer súbito, uma piedade filial, vontade de acariciar, e reações estranhas como tremores, calafrios, arrepios, sudorese instantânea, ânsias de vômito, peso na cabeça, braços leves ou pesados, etc
- As causas dessas sensações têm várias explicações, mas uma delas é extamente o choque fluídico entre campos que não encontram pontos de contato
- Um grande coadjuvante para a superação dessas sensações desagradáveis é a criação de um bom estado psicológico e moral do passista, obtido principalmente por meio do exercício da boa vontade, da vibração positiva, do envolvimento fraterno e da pureza de sentimentos
- A oração feita pelo passista o favorece igualmente, pois sutiliza as emissões fluídicas, tornando os fluídos, portanto, mais maleáveis à combinação, à empatia
- Quanto ao passista, se ele vem fortalecido pela fé, sintonizado em boas ideias e lastreado em orações sinceras, também favorecerá em muito à troca fluídica
- No caso do passe espiritual, a questão da relação fluídica é menos consistente, por conta dos fluidos que estarão em trânsito (Espirituais), Muito sutis e pouco dependentes do passista, os fluidos espirituais favorecem a que uma empatia mais imediata se estabeleça, até porque os espíritos elaboram, no Plano espiritual, um refinamento e uma “manipulação” fluídica que, com certeza, resolvem ou atenuam eventuais discrepância da relação fluídica
- Diferentemente dos fluidos espirituais, os fluidos anímicos são densos e, por isso mesmo, trabalhar o campo fluídico do paciente é medida imperiosa para vencer as barreiras fluídicas surgidas. Para isso, podemos fazer o seguinte:
(1) Ore com fé, participe da parte evangélica, participe do trabalho pleno de boa vontade, vibre positivamente pelo bem do paciente, envolvendo-o mentalmente em clima de muita fraternidade e nutra muito amor na hora do trabalho, com a maior pureza de sentimentos possível
(2) Vá impondo a(s) mão(s) sobre algum centro vital superior, preferencialmente o coronário ou frontal. Baixando-a(s) lentamente a partir de uma distância de um metro, aproximadamente. Você perceberá que a partir de determinado ponto surgirá uma tênue barreira fluídica. Sobre esse local a sensação de falta de empatia ou desarmonia será mais fortemente sentida
(3) Volte a(s) mão(s) ao ponto mais distante e repita o exercício até ter certeza de que o ponto localizado é sempre o mesmo
(4) localizado esse ponto, repouse a(s) mão(s) suavemente sobre ele, procurando emitir uma vibração de harmonia, como quem abraça um filho recém nascido, como quem afaga uma frágil criança, com se estivesse alisando aquela região com profundo carinho
(5) Se depois disso, a antipatia fluídica persistir, faça uma série de dispersivos(passes rápidos ao longo do corpo do paciente) e depois retorne à tentativa de estabelecimento da relação fluídica
- Com a relação fluídica estabelecida, o passe será muito mais efetivo e as sensações, tanto no paciente quanto no passista, serão mais amenas e agradáveis


12 - O TATO MAGNÉTICO
- O tato magnético é uma capacidade natural que a grande maioria dos seres humanos possui, podendo ser desenvolvida, ampliada e apurada pelo exercício
- Com ele podemos precisar locais em desarmonia, facilitando a aplicação de uma fluidificação mais objetiva, além de permitir ao passista condições de verificação do estado do paciente após o passe, evitando que ele saia da cabine com deficiências, acúmulos, desarmonias ou descompensações que depois lhe provoquem mal-estares
- Assim como a intuição, a vidência, a audiência ou mesmo o sonambulismo, o tato-magnético também é um método de diagnose
- A vantagem desse método, é que ele não é mediúnico, portanto, sujeito, na maioria das vezes, à simples vontade e atenção de seu portador, o que não acontece com a mediunidade, que depende da ação da vontade dos espíritos
- O tato magnético dará a confirmação não apenas da desarmonia e o nível de desarranjos acarretados para outros centros e/ou órgãos. Significa dizer que o tato-magnético não apenas é mais um elemento de diagnose como ainda é um elemento de segurança na verificação fluídica e orgânica do paciente
- Como funciona o tato magnético :
- No capítulo anterior, orientamos como encontrar o ponto ideal (físico) para que estabeleçamos a relação fluídica. Repetindo aquele mesmo exercício, quando encontrarmos o ponto a que nos referimos, observemos a distância em que ele se encontra do corpo do paciente. A partir daí, façamos o seguinte :
(1) Passemos a(s) mão(s) lentamente sobre todo o corpo do paciente, conservando sempre a mesma distância e seguindo até o final do circuito (cabeça aos pés é o sentido)
(2) Durante a realização do tato magnético, qualquer impulso de doação deve ser dominado
(3) Aticemos nossa atenção, percepção e acuidade para registrar os locais onde sejam percebidas mudanças na camada fluídica sob nossa(s) mão(s)
(4) As mudanças fluídicas, percebidas na(s) mão(s), mais comuns são :
- calor seco ou úmido, frio seco ou úmido, choques, fibrilação, pontadas, sucções, sopros, ventos fortes, ardor, forte atração ou repulsão
(5) Em virtude da característica individual de cada passista, não temos como definir, a priori, o que o que cada mudança fluídica significa
(5) Localizados o (s) ponto(s) que esteja(m) em desarmonia, inicia-se o tratamento, sempre repetindo o tato-magnético o tato-magnético para perceber como está(ão( reagindo ao tratamento
(6) Havendo uma desarmonia generalizada ou de difícil percepção, sugerimos seja feita uma série de dispersivos e, logo após, repete-se o tato-magnético. Normalmente, após essa dispersão, o(s) ponto(s) ou foco(s) se sobressaem, pois momentaneamente os dispersivos “apagam” as desarmonias induzidas em consequência do(s) foco(s). Pose acontecer também que depois dos dispersivos, não sejam percebidas mais qualquer desarmonia. Isso é indicativo de que o paciente provavelmente estava apenas com seu campo vital desarmonizado, sem causas mais consistentes, pelo que os dispersivos já trataram
- Esse conjunto de orientações tomou por base um passista que não tenha nenhuma experiência e tato-magnético

13 - PSI-SENSIBILIDADE DO PACIENTE
- Determinado paciente está com um foco de desarmonia, estabelecido já alguns dias. Essa desarmonia acarretará um desequilíbrio no Centro Vital que seja mais diretamente ligado ao problema
- Ora, pela interdependência dos Centros Vitais, os demais Centros carrearão seus esforços no sentido de compensarem o desequilíbrio localizado naquele centro. Assim, depois de certo tempo, todos os centros Vitais estarão desequilibrados; uns pelo foco, outros por consequência daqueles
- Finda uma sessão de tratamento de um foca como vimos analisando este capítulo, convém ampliar-se as vibrações de harmonia em direção ao paciente e fazer mais alguns dispersivos. Com esses dispersivos finais, o passista estará deslocando a psi-sensibilidade do paciente para a nova linha de harmonia pós-tratamento do foco. Dessa forma, o paciente não só estará bem como sentir-se á bem
- Pode ter soado redundante dizer que o paciente estará bem e sentir-se-á bem, mas nem sempre estar bem ou mal significa sentir-se bem ou mal e vice-versa. Senão, veja-se esse exemplo : um fumante está sentindo-se mal, agitado, nervoso, pois já faz mais de uma hora que não acende um cigarro. Seu organismo, ao contrário, está sentindo-se aliviado, em recuperação, pois já faz uma hora que não é açoitado com tantos venenos cancerígenos inalados dos cigarros. Mas chega a hora em que o primeiro trago é sofregamente sorvido : o fumante passa a sentir-se bem, enquanto seu organismo reinicia sua luta para vencer o mal que adentra suas entranhas. Ou seja, quando ele sente-se mal, está melhor e quando sente-se bem está piorando

14 - AS TÉCNICAS MAIS COMUNS
14.1 - Algumas observações interessantes:
(1) Cada passista guarda características próprias. Uma delas é a maneira como registra a saída dos fluidos pelas mãos : tem os que sentem os fluidos saindo pelos dedos, são chamados de digitais e tem os que sentem a saída pelas palmas das mãos, são os palmares, e, finalmente, os que percebem a saída dos fluidos de ambas as maneiras, são os digito-palmares
(2) As técnicas do passe solicitam fluidez de movimentos, mesmo quando vigorosos. Significa dizer que devem ser evitadas contrações musculares para não haver dificuldades ou embaraços para uma boa transmissão de bioenergia
(3) Recomenda-se aos pacientes sejam evitadas as pernas e os braços cruzados, exatamente para evitar as contrações musculares
(4) Quando é explicado o movimento dos braços e mãos nas técnicas de passes, é comum encontrarmos recomendações de “fechar as mãos” antes de retornar ao ponto de aplicação do passe. Tais providências são decorrentes do temor dos magnetizadores, perfeitamente justificável, de que os passistas, em retornando as mãos com elas abertas, dêem continuidade à doação fluídica, pois isso corresponderia a uma magnetização no sentido inverso ao correto
14.2 - TÉCNICAS MAIS COMUNS
14.2.1 - IMPOSIÇÃO DAS MÃO
- Trata-se de técnica essencialmente concentradora de fluidos.
- A depender da distância da aplicação, será concentradora de ativantes (perto) ou calmante (longe)
(1) Maneira de executá-la :
- Repousa-se a(s) mão(s) sobre o ponto onde deseja-se fazer a aplicação fluídica. A(s) mão(s) deve(m) ficar aberta(s), com os dedos levemente afastados, para evitar contrações musculares. Os passistas digitais deverão deixar os dedos arquearem em direção ao ponto que será fluidificado
(2) Observações práticas
- As imposições, quando tratando de inflamações, infecções e cânceres, requerem a aplicação de dispersivos localizados (nos mesmos pontos onde foram feitas as imposições)
- Por serem concentradoras, as imposições muito prolongadas sobre o coronário, podem provocar tonturas e dores de cabeça no paciente

14.2.2 - LONGITUDINAL
- São realizadas com movimento
1 - Padrões pela combinação da velocidade e distância :
Próximo Distante
Lento Concentradora de ativante Concentradora de calmante
Rápido Dispersivo de ativante Dispersivo de calmante

- Eles são poucos eficientes quando aplicados em regiões pequenas, sendo mais indicados para grandes regiões
2 - Maneira de executar
- É bastante variada, mas a ideia básica é passar a(s) mão(s) ao longo do corpo ou da região que se queira fluidificar. A distância e a velocidade dependerão dos propósitos a serem atendidos pelo passe

3 - Observações práticas
(1) Quando usados como dispersivos gerais, são excelentes para promover a distribuição e introjeção de fluidos concentrados para absorção pelo paciente, mas para resolver problemas de transe mediúnico, hipnótico ou sonambúlico, seu efeito é lento e requer muita movimentação
(2) Outra grande vantagem dos longitudinais é que, por sua versatilidade, podemos fazer uso dessa técnica para atender a praticamente todos os casos de fluidificação
14.2.3 - TRANSVERSAL
- Técnica essencialmente dispersiva é, por esse fato, muito eficiente quando aplicada com conhecimento
1 - Maneira de executar :
(1) basicamente, funciona com os braços (distendidos paralelamente) e as mãos voltadas em direção ao ponto que se deseja dispersar, abrindo-os em seguida, com rapidez e vigor
(2) Os passistas digitais estarão com os dedos apontados para o local onde haverá a dispersão, enquanto os passistas palmares voltarão as palmas de suas mãos
(3) Depois de abertos os braços, recomenda-se fechar as mãos, retornando-as ao ponto onde se deseje fazer nova dispersão
- Sua ação é muito efetiva quando se requer uma dispersão muito intensa, tanto no sentido de introjetar fluidos concentrados quanto para desfazer o estado de transe do paciente
2 - Observações práticas
(1) No caso de dispersão em paciente que acabou de incorporar (manifestação psicofônica) ou que esteve sob efeito de hipnose ou sonambulismo e está sentindo dificuldade de retornar ao domínio da própria consciência, o transversal deve ser aplicado sobre o frontal, com bastante vigor
(2) Por motivo de espaço, os passistas poderão reduzir a abertura dos braços, dobrando-os, parcialmente, diminuindo a amplitude do movimento, apesar da eficiência da técnica ficar comprometida, perdendo mais da metade de seu efeito quando executado com essa medida

14.2.4 - PERPENDICULAR
- Praticamente usada para dispersar, onde seu poder é mais consistente, podendo ser útil, também, em concentrações fluídicas em grandes regiões. Para tanto, deve ser aplicada com velocidade muito lenta
1 - Maneira de executar :
(1) O paciente deve ficar em ângulo reto com o passista
(2) O passista deverá passar as mãos, simultaneamente, uma pela frente e outra pelas costas, perpendicularmente, sempre no sentido da cabeça aos pés, com rapidez
(3) Quando se for usar o perpendicular como concentrador, sua aplicação deverá ser feita com a movimentação das mãos em velocidade muito lenta (em média, mais de 8 segundos num percurso da cabeça aos pés)
2 - Inconvenientes :
(1) A necessidade do passista ter que girar em torno do paciente para formar o ângulo adequado da aplicação
(2) A pouca aplicabilidade em pacientes que não estejam em pé
- Apesar desses inconvenientes, o fator de dispersão obtido por essa técnica, elevado, indica seu uso em muitos casos
3 - Observações práticas
(1) O fato da perpendicular usar uma das mãos passando pelas costas do paciente, nesta região deve haver Centros Vitais secundários de relevância ou extensões captadoras dos Centros localizados à frente. Esse raciocínio justifica o fato de n as Reuniões Mediúnicas os passistas atenderem os companheiros em trabalho mediúnico pelas costas, com resultados satisfatórios
- Percebemos que a maioria das imposições feitas no sentido de facilitar as manifestações mediúnicas são, quando não sobre o coronário, sobre a região do umeral
(2) Pode ser aplicado o passe com o paciente estando deitado, se bem que os inconvenientes naturais serão de maior monta
14.2.5 - CIRCULAR
- É a técnica que usa de movimentos circulares, definida por características concentradoras, mesmo quando feita com giros mais rápidos
1 - MANEIRA DE EXECUTAR
1.1 - Circulares propriamente ditos :
- São executados com a(s) mão(s), sem movimentos do(s) braço(s)
- Como esses passes são, além de concentrados, muito ativantes, normalmente são aplicados muito próximos ao ponto que se deseja realizá-los
- Os dedos ficam levemente arqueados em direção a esse ponto, com a palma girando, sempre no sentido horário
- Quando a mão realiza um giro, retorna-se a mesma fechando-a, suspendendo-a na amplitude que a munheca permite, já que o braço, em tese, não deverá mover-se, e reinicia-se o círculo outra vez, repetindo o processo até que a fluidificação esteja concluída
1.2 - Aflorações :
- Solicitam movimento do braço e antebraço
- Normalmente, as mãos ficam espalmadas, sem contração, ou com os dedos levemente arqueados
- Como se destina a atendimento a grandes regiões, age-se fazendo girar o braço sobre a região a ser tratada, sempre no sentido horário e a pequena distância
1.2.1 - Observações práticas :
(1) Esses passes são muito eficientes em processos de inflamação em pequenas regiões, além dos problemas digestivos e dos males em geral do baixo ventre
(2) lembrar-se que o circular em sentido anti-horário causa congestão fluídica no paciente, provocando mal-estares
15 - AS FUNÇÕES DOS DISPERSIVOS
(1) Os dispersivos “fazem ir para diferentes” Centros Vitais os concentrados fluídicos
(2) “Espalham” e “desfazem” congestões fluídicas
(3) Promovem a saída agregados fluídos perniciosos
(4) Desviam para diversos pontos e Centros Vitais, os fluidos, concentrados ou não
(5) “Compactam” os fluidos para processos que, por falta de melhor nomenclatura, denominamos “ruminação fluídica”, onde os fluidos ficam “armazenados” nas periferias dos Centros Vitais para “consumo! gradual pelo paciente
(6) “Catalizam” fluidos, aumentando seu poder e velocidade de penetração, alcance e transferência entre Centros Vitais
(7) “Decantam” os fluidos, retirando impurezas e refinando a textura dos mesmos
(8) Elimina os excessos de concentrados fluídicos
(9) Resolve desarmonias provocadas por fadigas fluídicas
(10) Corrige eventuais equívocos no uso de técnica
(11) Redireciona cargas fluídicas entre os Centros Vitais
- Mediante tão rico conjunto de possibilidades, parece incrível que muitos espíritas ainda teimem em não fazer uso de técnicas dispersivas, apenas alegando riscos de ritualismo
- Os dispersivos “extraem” excessos fluídicos, mas não extraem ou arrancam os fluidos que foram aplicados, como supõem alguns, nem muito menos joga-os fora. Os excessos são extraídos exatamente porque não estão combinados, casados ou arquivados, daí a maleabilidade em seus manuseios

16 - OS CUIDADOS COM A FADIGA FLUÍDICA
- A despeito das evidências, alguns companheiros de Doutrina insistem em desconhecer a realidade das chamadas “fadigas fluídicas”
- Para efeito de raciocínio e levando em conta apenas as origens dos fluidos espirituais e humanos, se considerarmos dois passistas em condições físicas semelhantes, mas que na veiculação do passe reajam cada um como numa das colocações acima propostas, nos restarão poucas hipóteses para explicar o fenômeno, dentre as quais destacamos :
(1) O que não se cansa está funcionando como “canal” de energias espirituais, enquanto o segundo estará doando primordialmente o seu magnetismo
- A doação ou a transmissão dos fluidos espirituais não cansam nem geram fadiga, em oposição ao que ocorre com a doação das energias anímicas
(2) O primeiro, mesmo quando doando “energias” próprias, o faz em pequenas dosagens, enquanto o outro em larga escala
- O desgaste é proporcional à quantidade de energia gasta
(3) Aquele que não se fadiga tem a capacidade de se recompor rapidamente; o outro não tem essa facilidade natural
- Como o organismo físico é o grande responsável pela recuperação das “energias anímicas” consumidas, através de uma “usinagem” própria. E essa “usinagem” normalmente depende das condições temporais, alimentares e de respiração, torna-se pouco provável o reabastecimento energético em regime de imediatismo
(4) Mesmo os dois doando em igualdade de condições, o primeiro deve ter um potencial fluídico muito maior que o segundo
- Mesmo doando muito, se se tem muita reserva fluídica, pouco se cansa, caso contrário, vem a fadiga
Reconhecimento da origem dos fluidos
(1) Quando as “energias” são anímicas (processo de usinagem exoérgico), é comum sentirmos alguns plexos funcionando mais ativamente, especialmente o laríngeo, o cardíaco, o gástrico e o esplênico. Exoérgico significa que liberta “energias” interiores
(2)Quando as “energias são espirituais (que, em relação ao passista, seria um processo endoérgico), normalmente sentimos a ação do coronário mais efetiva, como se recebêssemos uma “chuva de flocos sutis” no alto da cabeça e o escorrer de uma suave “energia” pelas mãos e dedos em direção do paciente


Como saber o quanto estamos doando de energias magnéticas (anímicas):
(1) Se, após uma sessão de aplicação de passes e um comportamento alimentar e de repouso normal, no dia seguinte amanhecermos com uma sensação de “ressaca”, com ânsias, desgastes musculares, dores nas articulações, enxaqueca, cãimbras, sonolência excessiva, falta de apetite, é sinal de que houve um dispêndio de fluidos além do recomendado, tanto que o organismo não conseguiu se recompor
(2) Mesmo não tendo esse registro mais imediato, se após algum período, semanas ou meses, de prática de passes, começar a sentir dores nas articulações e plexos, como se fossem dores reumáticas, ou câimbras e dores musculares que vão aumentando e aparecendo com uma frequência acima do normal, é forte indicativo de que está havendo um acúmulo de perdas fluídicas indevido, carecendo o passista, portanto, de um imediato refazimento
- O controle da emissão fluídica se adquire com a prática. Para os neófitos, entretanto, recomendamos nunca se aventurar a aplicar mais que cinco passes por sessão durante um determinado período, que pode variar de um a seis meses, atoe que se adquira confiança na prática e o reconhecimento da origem dos fluidos
- Para os praticantes que já se reconhecem como grandes doadores magnéticos, esse controle se dá tanto por indução mental - “Vou ter domínio e só doar até tal ponto”

17 - O PASSISTA E AS DORES DO PACIENTE
17.1 - Situações na qual o passista fica descompensado durante o passe
(1) Ele absorveu ou reteve certa quantidade de emanações fluídicas advindas do paciente quando o correto seria tê-las dispersado
(2) O passista doou fluidos em excesso
(3) Pelo semi-transe facultado na hora do passe, o passista assimilou partes do campo fluídico de alguma(s) entidade(s) que acompanhava(m) o paciente
- Os Centros Vitais também são conhecidos e reconhecidos como captadores de fluidos; por eles fazerem penetrar os fluidos no paciente. Ocorre que a experiência vem demonstrando que, no paciente, a quantidade de fluidos e a velocidade com que são captados pelos Centros Vitais não é a mesma com que são transmitidos aos campos mais internos do organismo. Na prática, havendo grande transmissão fluídica de uma só vez, isso corresponderá a algo semelhante a uma “congestão fluídica”, provocando mal-estar no paciente e, por reflexo fluídico, desconforto no passista
- Portanto, ocorrendo esse fenômeno de “aparente” congestão fluídica, o passista fica ressentido de uma harmonia e de um equilíbrio, provocando interferências sem seus sentidos comuns. Levado o passe até o final nessa condicional, o paciente provavelmente sairá da cabine com tonturas, enjôos ou se sentindo aéreo e o passista, dependendo de sua sensibilidade, registrará uma desarmonia, variando da sensação de vazio, tontura, dor de cabeça, ardor nos olhos, até ânsias de vômito, câimbras, tremores, taquicardias e/ou dores e mal-estares semelhantes aos do paciente
- Ilustrando o caso com mais uma analogia, imaginemos uma peneira, onde devemos despejar certa quantidade de produto a ser peneirado. Se despejarmos todo o produto na peneira, com esta parada, apenas uma pequena parte do produto será peneirada enquanto o restante simplesmente vedará a peneira
- O passista doou fluidos, é inegável, mas de tanto concentrá-los, “vedou” o Centro Vital do paciente
- Para esse caso específico - grandes doações fluídicas a um mesmo paciente -, o uso intercalado das técnicas dispersivas são fundamentais, como por exemplo : Quando um paciente está muito descompensado fluidicamente, requerendo uma carga fluídica muito grande, o passista, ainda que não tenha desenvolvido um “tato-magnético” específico, sentirá como “algo lhe puxando, lhe sugando fluidicamente” em direção ao paciente. Assim, ocorrendo essa “sucção” magnética, o passista faz pequenas concentrações fluídicas(imposições ou movimentos com velocidade lenta) intercaladas com dispersivos localizados (movimentos com rapidez)
- Retornando à analogia da peneira, tal procedimento (dispersivo) corresponderia ao peneirador agitar a peneira, de preferência de maneira intercalada, ou seja, colocando um pouco do produto na peneira, agitando-a em seguida, voltando a abastecê-la com mais um pouco do produto, agitando-a novamente, e assim até o fim. Na analogia, a agitação da peneira corresponde à aplicação dos dispersivos



18 - A ÁGUA FLUIDIFICADA
- Sua ação, como coadjuvante nos tratamentos fluídicos, é de fundamental importância. Seja pelo processo de assimilação direta de suas cargas fluídicas pelos órgãos, seja pela manutenção ou complementação de cargas fluídicas entre os períodos que intermedeiam novos passes, a ingestão da água fluidificada indica uma elevação bastante significativa nos níveis de melhora dos tratamentos em relação àqueles outros que não a empregam
18.1 - FLUIDIFICAÇÃO ESPIRITUAL
- Os fluidos provêm, predominantemente, do Mundo Espiritual, com ou sem intermediação de um médium, magnetizador ou passista
- O passista pouco tem a ofertar de si mesmo, a não ser as vibrações de paz, amor e harmonia, todo um processo de oração favorável a uma boa fluidificação e o que convencionamos chamar de cola-psíquica
- Como realizar a fluidificação espiritual da água
(1) fluidificação de forma direta:
- Basta que se coloque o(s) recipiente(s) com a água para fluidificar em lugar determinado para tal tarefa e que se solicite, por prece sincera e mentalmente, aos espíritos que providenciem a fluidificação da água ali depositada
(2) Utilizando passistas
- Cabe ao passista, além das orações e boas vibrações, impor a(s) mão(s) sobre o(s) frasco(s) com água, por um tempo que ,em média, não ultrapasse a dois minutos
- Até para eventualmente aproveitarem algum composto mais denso dos fluidos humanos (do passista)
18.2 - FLUIDIFICAÇÃO MAGNÉTICA (HUMANA)
Como realizar a fluidificação magnética da água (Humana)
- Os fluidos provêm, basicamente, do(s) magnetizador(es) ou passista(s), pois a participação do passista(s) é bem mais efetiva que no caso anterior. Ele usinará fluidos para exteriorização e perceberá, com muito maior nitidez, o fluir desses fluidos por seus pólos de exteriorização, normalmente a(s) mão(s)
- A fluidificação magnética também se faz por imposição de mão(s). Visualmente, portanto, não há diferença da fluidificação espiritual. A diferença básica está exatamente na origem dos fluidos e muitas vezes, também, se diferencia pelo fata da fluidificação magnética ser um pouco mais demorada e fatigante, quando excessiva
- Outra diferença significativa é que na fluidificação espiritual o passista normalmente apenas percebe um sutil trânsito de fluidos acessando-o pelo coronário e atravessando-lhe os pólos emissores enquanto que na magnética, além de sentir suas usinas fluídicas em plena ação, é comum sentirem variações de sensibilidade, tais como : aquecimento, esfriamento, tremor ou formigamento nas mãos e/ou dedos, paladar variando à medida em que fluidifica vasilhames de pacientes diferentes, odor aguçado com variações à medida em que fluidifica (cheiro de flores, terra molhada, chás, defumados, perfumes, medicamentos diversos,etc)
18.3 - FLUIDIFICAÇÃO GERAL
- É aquela que não tem uma particularidade a ser atendida, que não seja a de renovar ou fortalecer o campo fluídico do(s) paciente(s) em geral
- Na maioria das vezes, essa fluidificação é espiritual
- Pode ser sorvida por qualquer pessoa
18.4 - FLUIDIFICAÇÃO ESPECÍFICA
- É aquela que tem destino próprio, tanto em termos de paciente quanto para atendimento de determinado problema. Na maioria das vezes, essa fluidificação é magnética (humana), apesar do mundo espiritual estar sempre presente
- A água fluidificada específica, salvo as exceções, não deve ser sorvida por quem não esteja diretamente indicado para tal, pois ocorre que nessa fluidificação muitas vezes são produzidas mudanças profundas na estrutura fluídica com repercussão bastante acentuada no corpo do paciente
- O fato de haver fluidificação específica, é que nos leva a recomendar que as pessoas, quando levarem seus vasilhames à fluidificação, aponham-lhes etiquetas ou detalhes de identificação, a fim de não haver troca na hora da retirada ou recebimento dos mesmos

18.5 - OBSERVAÇÕES COMPLEMENTARES :
(1) As imposições sobre os vasilhames com água também atendem aos princípios da naturalidade de exteriorização fluídica do passista. Se ele é digital, os dedos tenderão a arquear em, direção aos vasilhames, Se ele é palmar, os dedos ficarão normalmente estendidos e as palmas das mãos voltadas aos vasilhames
(2) Não há necessidade de se fazer técnicas “dispersivas”, mas sim “Concentradas”
(3) Lembrar sempre de agradecer a Deus por todas as bênçãos recebidas, inclusive pelos benefícios que serão auferidos na ingestão daquela água
(4) Por ocasião da fluidificação no “Evangelho no Lar”, solicitar aos espíritos a interferência fluídica a nosso favor
(5) Não estranhar eventuais reações como enjôos ou tonturas durante a ingestão da água. Persistindo o mal-estar, diminuir as quantidades ingeridas. Se continuar mesmo assim, solicitar na Casa Espírita passes dispersivos e leve outro vasilhame para nova fluidificação











6 comentários:

  1. como posso fazer download deste livro: Manual do Passista ade Jacob de Melo?

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  2. como consigo fazer download desse livro (Manual do Passista de Jacob Melo)?

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  3. Parabéns,muito bom trabalho ! Amplia-o, estudo aplicado do passe a distancia, com e sem a presença de intermediário, ao lado do paciente. Assim como fazia o CRISTO DE DEUS, ÚNICO MESTRE VERDADEIRO ! " VAI TEU FILHO ESTÁ CURADO "

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  4. parece que o resumo está incompleto no final...você teria como enviar o restante?

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  5. Jacob, excelente material. É possível fazer download? Muita Paz!

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