sábado, 4 de novembro de 2017

cultivo das emoções

LIVRO : “CULTIVO DAS EMOÇÕES”(MARLONREIKDAL) 
CAP 01 - O ESPIRITISMO E AS EMOÇÕES

1.1 - KARDEC  E AS EMOÇÕES

- Muito antes dos dias atuais, Allan Kardec já se mostrava um grande estudioso das emoções, debruçando-se sobre a compreensão psicológica do ser humano
- O que mais admiramos no trabalho codificado por ele é a sua capacidade de aprofundamento do homem integral, e fez isso  antes mesmo da psicologia estabelecer suas bases científicas e adentrar a sociedade como hoje a conhecemos. Muitos anos antes do pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856-1939) e Carl Gustav Jung (1875-1961), o grande desbravador do inconsciente coletivo
- Allan Kardec na conclusão de “O Livro dos Espíritos”, estabelece três momentos para as ideias espíritas :
- Primeiro :  o da curiosidade, provocada pela singularidade que os fenômenos produzem
- Segundo:  o do raciocínio e da filosofia
-Terceiro : o da aplicação e das consequências morais

CAPÍTULO SEGUNDO - AUTODESCOBRIMENTO
- O autoconhecimento é o fundamento da filosofia socrática e tem grande influência no pensamento
- O autoconhecimento é um chamado antigo, e para nós cristãos foi reforçado pelas palavras do Nazareno ao dizer : “ E Conhecereis a verdade e a Verdade vos Libertará”
- Entendemos que Jesus se referia a muitas verdades que ainda precisamos acessar, entre elas, a verdade interior
- Estamos aprisionados em nós mesmos, perdidos, ainda buscando alternativas exteriores que não nos preenchem, debatendo-nos entre a preocupação com a aparência e a performance comportamental
- Buscamos aplausos, aceitação, valorização profissional, familiar, pessoal, porém nada disso realmente nos liberta

3.1 - O AUTODESCOBRIMENTO E O ESPIRITISMO
- Allan Kardec elabora uma questão que ainda parece pouco compreendida pela maioria dos Espíritas : “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se transformar moralmente e não ser arrastado pelo mau?
- A resposta oferecida pelos Espíritos é ao mesmo tempo curta e profunda, por isso contundente : “Um sábio da antiguidade vo-lo disse, conhece-te a ti mesmo”
- Sem coragem para enxergar a realidade interior, em busca de quem verdadeiramente somos e de como estamos, não haverá possibilidade de transformação
- Esse desconhecimento demonstra que, de fato, nós nos achamos humildes e altruístas, mas aprendemos que precisamos falar que somos orgulhosos e egoístas para não parecermos prepotentes ou arrogantes
- Desconhecemos que a proposta do Mestre não se referia às simples atitudes, mas ao estado da Alma, posto que “Não me elevar agora para ser elevado depois”

3.2 - AUTODESCOBRIMENTO É APENAS CONHECER-SE

- Investimos grande cota de energia na mudança comportamental daquilo que os outros podem ver, avaliar e julgar, mas nem sempre fazemos o mesmo esforço para lidar 
com nossa interioridade, relegada a segundo plano
- Sem autodescobrimento, a transformação é superficial, podendo nos adequar completamente às exigências e seguir todas as recomendações externas do Centro espírita, sem promover qualquer modificação interior verdadeira
- Ao frequentarmos as palestras ou os estudos sem identificação de nossas necessidades morais, os conhecimentos ali obtidos servirão para orientar, julgar ou conhecer os outros, sem eficácia para nós mesmos    

3.3 - AUTODESCOBRIMENTO É UMA ABERTURA À VIDA
- Quem deseja descobrir-se, precisa aprender a abrir-se para o novo em si mesmo, precisando dispor-se ao afastamento de seus autoconceitos e adentrar corajosamente a esfera dos questionamentos incertos
- Se alguém nos diz que nossa timidez pode ser orgulho, podemos rapidamente negar e mantê-la no status de simplicidade ou humildade, ou podemos nos questionar : “Será que sou orgulhoso e me escondo por trás dessa timidez?”. Se não nos abrirmos a essa pergunta, jamais daremos passos mais largos no sentido de nossa transformação
- Não precisamos de respostas rápidas, pois a postura de se autodescobrir está em mantermos as questões em aberto e deixar que a vida nos dê, pouco a pouco, as respostas
- O cotidiano é capaz de nos mostrar, nas pequenas experiências, quem somos, desde que tenhamos disposições de observá-lo, enxergando o que se repete em nossas vidas, exatamente porque isso fala do nosso mundo interior

3.4 - AUTODESCOBRIMENTO É ENCONTRA-SE COM DEUS E COM O PRÓXIMO
- Autodescobrir-se não é apenas se deparar com as limitações, os problemas e as dificuldades, mas também encontrar o belo, a superação, a iluminação, o potencial, a divindade ínsita(inserida) na criação
- Nós sabemos que Deus está em tudo, mas a experiência de Deus não vem de fora para dentro. É preciso reconhecer em si, sentir, viver, para identificá-Lo lá fora
- O Autodescobrimento mostra  que somos muito mais do que acreditamos ser, de ser capazes de perdoar, de amar, de nos doar, de servir, de compreender e de tolerar
- À medida que nos encontramos internamente, podemos suportar, respeitar e entender as dificuldades e os padecimentos de nossos irmãos, desculpá-los das agressões, sentirmos compaixão e perdoá-los
- Também, reconhecendo a dificuldade de nos transformarmos, naturalmente compreendemos a jornada dos outros, suas limitações e dificuldades. Isso nos faz mais tolerantes com o próximo, num exercício de fraternidade universal

3.5 - CONSEQUÊNCIAS DO AUTODESCOBRIMENTO
- Em geral, quando as pessoas começam a se conhecer têm a sensação de estarem piores que antes, sendo a essa sensação de retrocesso
- Na verdade, não é regressão em termos de evolução moral, apenas nos obrigamos a tomar consciência de nossa Sombra e de que não estávamos tão acima como havíamos suposto, pois isso não é regredir, é simplesmente assumir nosso verdadeiro lugar
- A maioria das pessoas não sabe que é tão egocêntrica e egoísta quanto a realidade é, querendo parecer altruístas e dominar seus apetites e prazeres, escondem tais traços, dos outros e de si mesmas, em uma fachada que as mostre atenciosas, ponderadas, empáticas, refletidas e benévolas
- Jung afirma : “O encontro consigo mesmo pertence às coisas desagradáveis que evitamos”, pois esse contato com a Sombra é extremamente doloroso, porque atinge nosso Ego Adoecido e pretencioso
- Descobrimos, assim, que somos menos do que gostaríamos de ser, porque isso fere o ego idealizado
- Essa é a primeira importante consequência do autodescobrimento : a identificação da nossa verdadeira “estatura moral”
- O contato com a Sombra obriga-nos a descobrir um homem novo, menor, menos importante, porém mais verdadeiro e entramos em contato com nossa humildade, lembrando-nos de quem somos, diminuindo as fantasias idealizadas e as exigências de pureza oriundas do Ego adoecido
- Segundo Jung, quando se consegue acessar o conteúdo inconsciente, surge a questão de saber como o Ego se comporta diante dessa situação, tendo início, assim, a confrontação entre o Ego e o inconsciente. Essa é a segunda e a mais importante etapa do processo, isto é, a aproximação dos opostos da qual resulta o aparecimento de um terceiro elemento : uma renovação da personalidade
- À medida que nos descobrimos como parte de algo maior, e que não estamos no centro de tudo, isso nos faz rever o sentimento de autoimportância, de super valorização, de onipresença
- Jung salienta : “Neste estágio, a condução do processo já não está mais com o inconsciente, mas com o Ego, ou seja, na forma, como lidamos com a vida, sendo essa transformação a mais importante para o momento atual: o desenvolvimento da humildade

3.6 - EGO E EMOÇÕES

- Sabemos que as emoções fazem parte de nossa primitividade, como forças que nos movimentam para além da vontade egoica
- Precisamos saber que o Ego não é o criador ou detentor das emoções, e que elas são parte da natureza, portanto são criadas por Deus
- Sendo elas forma de energias, precisam de canalização adequada para que cumpram com seu papel, e aí entra o Ego
- Jung, ao definir os Tipos Psicológicos, ele diz: “Visto que o Ego é apenas o centro do meu campo da consciência, ela não é idêntico à totalidade da minha psique, mas apenas um complexo entre outros complexos”
- Ao ler que o Ego é apenas um complexo entre outros, percebemos que ele tem um papel na estrutura da personalidade
- O Pai da Psicologia Complexa, em diferentes momentos, supondo que um de seus importantes compromissos frente à comunidade científica foi comprovar que a pequenina parte consciente, à qual nos apegamos, é quase nada em relação à personalidade total que somos
- Joanna de Ângelis define : “O Ego é produto de estado de consciência, portanto transitório, impermanente”
- A psique, ou o Espírito, é uma totalidade consciente-inconsciente, sendo o Ego a centralidade da parte consciente, porém, é, incomparavelmente, menor que a centralidade do Self, ou “Si mesmo”, que é o todo, e por isso, é infinitamente maior e mais potente, capaz de gerenciar e organizar esse todo
- Com o tempo e com a  maturidade, o ser humano descobre que suas decisões mais seguras e realizadoras não foram direcionadas pelo Ego, mas sim executadas a serviço do Self, a Divindade Interna
- O terapeuta Gunguiano, Gelson Roberto diz : “Quando reencarnamos precisamos de uma roupagem psíquica, denominada de Ego
- Isto é necessário já que o espírito não pode reencarnar com todas as informações da memória do passado e também ainda não tem a capacidade de reter todas as informações vividas de maneira global e consciente, pois cada espírito enxerga e compreende dentro da realidade evolutiva que se encontra
- O Ego é uma construção necessária para cada reencarnação, por isso é provisório
- Somos um somatório das experiências anteriores, apresentando algumas características vividas por nós mesmos em outras reencarnações, cabendo-nos, assim, a grande tarefa de assimilar os condicionamentos e exteriorizar uma personalidade consentânea (adequada) com o ser real, buscando uma perfeita harmonia entre o ser e o parecer
- Como o Ego oferece a experiência que a pessoa tem de si mesma, como um centro de vontade, desejo, reflexão e ação, podemos imaginá-lo como o síndico de um edifício atuando. Nessa situação, ele controla o fluxo de pessoas (conteúdos psíquicos), mas absolutamente não é o dono do prédio, precisando se submeter às ordens superiores, e, por isso, esse síndico precisará se moldar, orientar, afinar-se cada vez mais com as ordens e exigências do conselho (o Self), que tem soberania sobre ele
- Um síndico, assim também o Ego, tem um papel secundário, no entanto, de grande importância para o bem-estar geral, desde que se submeta às ordens estabelecidas pelo condomínio
- Se esse funcionário desejar criar as próprias regras, definindo à revelia quem entra ou quem sai, gerará dificuldades
- Se o Ego conseguir colocar as ordens e vontades do Conselho Deliberativo acima das deles, mesmo contra sua vontade, discordando ou não vendo sentido em algumas, acatá-las porque sabe que vem de uma instância superior, diremos que ele está saudável
- Mas se desejar subverter a ordem, mantendo-se no poder, fazendo apenas o que quiser, sem analisar as condições acima dele, sem se submeter às determinações divinas, diremos que ele adoeceu, pois Ego saudável é aquele que se permite uma relação de subordinação ao Self
- Em determinada fase do desenvolvimento humano, o Ego corrompe-se pelo excesso de si mesmo, perverte-se à medida que se considera o centro de tudo e aliena-se por achar autossuficiente
- O Ego desenvolveu-se como instância psíquica, lidando com as sensações positivas e negativas, afinal desejamos as sensações boas, contudo, muitas vezes, precisamos nos submeter às sensações más, por saber que são necessárias
- Quando o Ego vivencia esse desvirtuamento, esse desencontro em relação à vida, identificando-se como o mais importante, o preferencial, teorizamos que está adoecido pela incapacidade de perceber seu papem como partícipe da vida, lado a lado dos demais, devendo se submeter às leis da vida
- Perdemos as referências internas quando nos colocamos no centro do universo, pois, certamente, o mundo não gira ao nosso redor
- Ao se colocar no centro de tudo e acima de todos, o Ego identifica os impedimentos e contrariedades da vida com um movimento destrutivo, que o faz reagir ou se fechar e negar a vida
- Poucos de nós estamos dispostos a nos modificar, adaptar, repensar, parecendo muito mais fácil romper, distanciar, acusar, negar, fugir ou eliminar
- Denominamos isso de adoecimento do Ego, por identificar sua fixação nas exterioridades e na transitoriedade da jornada física em detrimento da essência e do verdadeiro motivo de estarmos reencarnados: a evolução moral
- O Ego, enquanto, um executor do jardim das emoções, precisa regá-las, dando espaço e iluminação para que se desenvolvam, sem querer se impor a elas
- O medo surge para nós como algo impensado, apenas aparece, nos toma, nos paralisa, e, como uma energia de preservação, a canalização que daremos a ele será decisão nossa, a depender do estado de harmonia ou desarmonia interior
- Assim também acontece com a raiva, que , como energia de movimentação, podemos atuar energicamente, exigindo ou operando algumas mudanças necessárias, ou mudar nossas expectativas e exigências internas, mas, que, certamente, ele sozinho, não saberá fazer essa avaliação em todas as situações, precisando, obrigatoriamente, ouvir as orientações superiores
- O mesmo ocorre com a tristeza que nos convida à introspecção, a olhar para dentro para reajustar-se interna e depois externamente, exigindo uma sabedoria que está além do Ego, e por isso precisará recorrer ao Self para conduzir a situação de forma que gere ppaz e amor em si




CAPÍTULO TRÊS - INTRODUÇÃO ÀS EMOÇÕES

3.1 - O AUTODESCOBRIMENTO E O ESPIRITISMO

- Sem coragem para enxergar a realidade interior, em busca de quem verdadeiramente somos e de como estamos, não haverá possibilidade de transformação
- Investimos grande cota de energia na mudança comportamental daquilo
3.1 - EMOÇÕES BÁSICAS
- Em psicologia, emoção é uma reação afetiva intensa que surge de forma aguda e de breve duração, determinada por um estímulo ambiental

- O estudo das emoções na vida atual deve muito ao trabalho de Daniel Goleman, por ser um dos autores que aproximou a sociedade das emoções, de modo especificamente convincente, fundamentado em pesquisas da fisiologia, psicologia, da neurologia

- Junto com ele, uma avalanche de estudos científicos sobre o tema pautou-se nas novas tecnologias, em especial,na Neurociência

- Ao apresentar a teoria da Inteligência Emocional em contraponto com ao desenvolvimento intelectual, o psicólogo Norte-Americano , PhD pela universidade de Harvard, mostrou que a incapacidade de lidar com as próprias emoções pode destruir vidas e grandes promessas

- Em sua obra mais conhecida “Inteligência Emocional” o autor transita com mais detalhes pelas questões da raiva, melancolia, medo e ansiedade

- O que a obra identifica por principais candidatas a emoções primárias são : ira, tristeza, medo prazer, amor, surpresa, nojo e vergonha

- Ele estabelece sete emoções que possuem uma expressão facial distinta e universal : tristeza, raiva, surpresa, medo, aversão, desprezo e felicidade

3.2 - TEORIA DAS EMOÇÕES NA OBRA DE JOANNA DE ÂNGELIS

- Joanna de Ângelis, oferece-nos importantes textos de introdução ao estudo das emoções, dos quais nos chamam atenção , através de sus livros: “Autodescobrimento : Uma busca Interior”(1995), “O Amor como Solução”(2006), “Encontro com a paz e a Saúde”(2007), “Atitudes Renovadas”(2009), “Rejubila-te em Deus”(2013)

- Na primeira obra encontramos uma proposta de avaliação da emotividade, responsabilizando o próprio sujeito em equacionar a incógnita que se é

- O homem e a mulher, pela sua estrutura evolutiva, são, essencialmente, seres emocionais

- Recém-saídos do  instinto, em processo de conscientização, demoram-se no trânsito entre o primarismo- A sensação- e a razão, passando pela emoção

- Na segunda obra, encontramos um capítulo repleto de definições e explicações sobre sentimentos e emoções, retratando que os estudos da neurociência confundem as noções de causa e efeito, quando tentam justificar a origem das emoções em áreas específicas do cérebro, quando elas são faculdades do Espírito

- Joanna explica que, quando o espírito inicia o processo reencarnatório, o seu períspirito imprime nos genes e cromossomas os sentimentos, as sensações, as emoções que lhe tipificam o estágio, de modo que o cérebro, na sua condição de controlador do organismo, pode bem desempenhar as graves e complexas tarefas para as quais foi construído nos últimos quinhentos milhões de anos

- Na terceira obra, no capítulo destinado a felicidade, encontramos linhas abordando a diferença entre sentimentos e emoções

- Ela define sentimentos como “As vivências do que é percebido pela emoção de maneira consciente, enquanto a emoção é o efeito do organismo a qualquer ocorrência, produzindo descargas de adrenalina pela corrente circulatória, que se encarrega de pôr brilho nos olhos, colorir a face, sorrir...”

- A mentora explica que a emoção produz o sentimento, posto que a primeira funciona automaticamente, sem consciência direta da ocupação da ocorrência,  enquanto os sentimentos são percepções conscientes das ocorrências

- Na quarta obra (Atitudes Renovadas), Joanna oferece reflexões sobre muitos temas tais quais a tristeza, os complexos e projeções, a afetividade conflitiva, a fragilidade emocional, a compaixão, a felicidade, a ditadura do Ego, ressentimento, ódio, altruísmo, sofrimentos, estresse e doenças

- Ela diz nessa obra : “ As emoções são responsáveis pelos crimes hediondos, quando transtornadas, assim como pelas grandes realizações  da Humanidade, quando direcionadas para os objetivos dignificantes do ser”

- Por fim, a mentora aborda inúmeros temas conflituosos do cotidiano, entre eles, traições, intrigas, arrogância, culpa, afetividade conturbada, pânico, misericórdia, confiança, compaixão e compreensão, sabedoria, paciência e da responsabilidade

3.3 - EMOÇÕES PERTURBADORAS

- Compreendemos que as emoções decorrem das paisagens interiores do Ser. Então lidar com elas pressupõe trabalho interno anterior à expressão emocional em si

- Joanna nos ensina que “Não se deve lutar    contra as emoções, mesmo aquelas denominadas prejudiciais”

- Jung diz: “O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera

- As emoções exigem presença, cuidado e consciência. Precisamos saber o que está dentro de nós, para governarmos um pouco melhor nossa vida interior

- Notemos que há um trabalho interior constante, uma viagem profunda para dentro de nós mesmos, sem nos prendermos à fachada que pouco importa

- Aprendemos a diluir  certos sentimentos negativos mediante outros de natureza harmônica e saudável. Mas isso não deve ser confundido com a atitude mascarada de quem é agredido e crê que vai diluir sua raiva apregoando : “Eu estou orando poe esse irmão, pois é um coitado”, ou daquele outro ao afirmar que não vai sentir raiva, “Pois Deus é justo a fará justiça”

- Também não se dilui a tristeza sobrepondo um sorriso de alegria, forjando um estado falso da alma que está angustiada

- Se a vida emocional decorre do estado interior, não serão palavras, gestos ou aparências, que modificarão efetivamente o estado emocional

- A substituição dos sentimentos adoecidos pelos saudáveis se dá pela alteração dos valores internos em profundida indivíduo aos de, com grandes esforços, persistência e disciplina interior

- Quando se abre a uma perspectiva menos egocentrada, pensando bem e corretamente a respeito da sua importância, do seu lugar no mundo e da interação com os demais, as emoções negativas se diluem-se e deixam de impulsionar o indivíduo aos abismos da rebeldia ou do fechamento

- A própria reflexão sobre as emoções move o sujeito à transformação para uma conduta Divina

- É necessário posicionar-nos frente a frente com nossas emoções, dialogar a aprender com elas, cultivando-as adequadamente

3.4 - CULTIVO DAS EMOÇÕES

- Nos meios religiosos, muito se fala em “disciplinar as emoções”, ou seja, colocar nossas emoções “no trilho”

- As emoções não se submetem aos simples desejos do EGO, e pior, se rebelam e nos tomam o suposto equilíbrio

- Elas não estão prontos em nosso interior, para simplesmente serem extraídas, pois , muitas vezes, representam o lado primitivo, inferior, e, assim há um trabalho maior e mais complexo do que simples extração, sob o risco de produzir mais estragos

- Muitas vezes, precisamos disciplinar nossas emoções, outras apenas ouví-las e, em certas ocasiões, educá-las. Mas nenhuma dessa expressões ainda representa a postura que precisamos assumir frente ao mundo emocional

- Assim como as flores, precisam ser cultivadas, cada uma dentro de sua especialidade, a seu tempo, de um jeito próprio, quase particular

- O jardineiro e seu ofício nos fazem pensar sobre a relação que temos com as emoções. Ele não produz o solo, muito menos a semente, ele apenas cultiva

- Assim também somos, afinal não produzimos nem criamos nossas emoções, pois elas fazem parte de nós e Deus nos oferece, como a semente aso jardineiro, e precisamos cultivar se quisermos obter suas linda flores

- Se deixarmos a semente sobre a mesa ou sobre a terra, sem cuidado, certamente não teremos flores. E assim se verifica com a nossa vida emocional, pois , se não dermos espaço e não oferecermos os cuidados necessários, ela jamais se realizará, atingindo seu potencial

- Cultivar as emoções é comprometer-se com a parte que nos cabe em relação a elas, em um equilíbrio que nos faz enxergar as necessidades individuais, equilibrando-se entre a repressão e a  atuação desgovernada quando somos completamente tomados pelas emoções

- O nossa mundo emocional necessita de atenção permanente, visando o equilíbrio interior

- Também como o jardineiro, que não repete as mesmas ações, nem o mesmo tipo de cuidado ao longo das estações do ano, assim precisamos, também, compreender o tempo dentro de nós, pois há dias em que nos alegramos, outros em que nos entristecemos

- Há dias de para ouvir nossos medos, e também há momentos em que precisamos silenciá-los

- Cultivar também é dedicar-se a estudo, saber, conhecimento

- Existem características próprias das emoções : o medo é uma energia de preservação, a raiva é uma energia de movimento, e a tristeza, uma energia de introspecção

- Cultivá-las é conectar-se às suas nascentes, identificando de onde vêm as suas necessidades, verificando o que precisam, e as suas potencialidades, aceitando seu destino em nós

- Também inclui o estudo, o saber teórico e prático, para identificarmos a presença de cada uma delas em nós, diferenciá-las das demais, entender seu funcionamento e, principalmente, seu sentido naquele momento

CAPÍTULO QUATRO - O MEDO

4.1 - DEFININDO O MEDO

- É a primeira emoção em termos de desenvolvimento humano, uma energia de preservação, absolutamente necessária à nossa sobrevivência

- Ele é uma reação fisiológica e psicológica a determinados estímulos

- Joanna de Ângelis nos apresenta o medo como a primeira emoção, acompanhando as sensações primárias dos prazeres da alimentação, do repouso e do sexo, que se transferiu, de geração em geração, até os nossos dias, nas variantes de receio, pavor, fobia

4.2 - IDENTIFICANDO O MEDO

- Mira Y Lopes, psiquiatra, psicólogo, sociólogo, acrescenta às facetas do medo, a timidez, a escrupulosidade, o pessimismo, o ceticismo, e, como máscaras menos comuns : o tédio, a vaidade,  a hipocrisia e a mentira

(1) Timidez

- Uma pessoa tímida é aquela que sofre, de forma permanente, uma atitude de medo ante o fracasso ou o ridículo em seus intentos de relações e êxitos sociais

- O tímido não é tanto pela falta de sentimentos de autoestima e crença de autoinsuficiência, senão por ser excessivamente ambicioso e não querer arriscar seu bem guardado “amor-próprio” de seus atos que serão julgados por terceiros

(2) Escrupulosidade

- O comportamento que pretende aparentar de retidão impecável é exterior, pois no fundo, o escrupuloso é um pequeno covarde irritado

- A atitude escrupulosa, de “pôr os pingos nos is”, encerra, implicitamente, tanto dose de medo quanto de agressividade

(3) Pessimismo

- O pessimista é um covarde que procura com supostas razões exibir seu medo camuflado

(4) Ceticismo

- O cético é uma pessoa que quer ser aquilo que não é. É crente, mas um crente absoluto, pois crê que não crê, isto é, estima não estimar, tem fé na falta de fé

(5) Tédio

- A pessoa entediada tem medo de ficar consigo mesma, e se deprime quando não tem nada que a distraia ou proteja contra o medo de si mesma, de sua vacuidade

(6) Vaidade

- O vaidoso é um medroso que procura convencer-se de que não tem motivo para se sentir inseguro, posto que valha mais do que  os outros

(7) Hipocrisia

- A hipocrisia não é um traço de perversão, nem de astúcia, mas fundamentalmente, de covardia ligada a uma ambição compensadora e desmedida

- Ele segue a linha de conduta destinada a captar a confiança (e também o auxílio) do ser a quem teme, e, por temê-lo, odeia

(8) Mentira

- Quem mente sistematicamente é um medroso covarde, ou seja, um medroso que não sabe dominar seu medo

4.3 - CLASSIFICANDO O MEDO

 - Classificamos o medo em dois grupos: os “impulsionados pelo instinto de sobrevivência” e os “impulsionados pelo Ego adoecido”

- O medo enquanto energia não é negativo, pois atua em favor de nossa preservação, impondo paradas, recuos, nos fazendo escolhas

- O segundo grupo, os “impulsionados pelo Ego adoecido”, retrata uma tentativa de preservação do Ego adoecido que teme sucumbir, perder seu suposto reinado, ser descoberto como imperfeito que é

- Quando somos convidados a orar em público, vivemos um estado de inquietude que realmente nos dá a sensação de termos sido “atirados aos leões”. Embora seja um impulso de preservação, é adoecido, afinal, ninguém corre o risco de vida por orar entre irmãos de uma mesma comunidade

4.4 - COMPREENDENDO O MEDO

- Na obra “O Despertar do Espírito”, Joanna de Ângelis elenca(acrescenta), além do medo das ocorrências imprevistas, outros medos como resultado de transtornos psicológicos, de atavismos ancestrais, de ansiedades mal contidas e de conveniências perturbadoras

- Ela explica ainda que não é exatamente o fato ocorrido, mas a forma como o mesmo é sentido ou compreendido pelo indivíduo, que se torna o fator desencadeador do medo

- Em “Diretrizes para o Êxito”, ela diz que existem seis tipos básicos de medos : da morte, da velhice, da doença, da pobreza, da crítica e da perda de um afeto profundo, afirmando que todos eles decorrem da inseguranças pessoal decorrente dos conflitos passados, originados em comportamentos infelizes

- No livro “Conflitos Existenciais”, ela estabelece fatores endógenos e exógenos que respondem pela presença do medo

(1) Fatores Endógenos

- Estão envolvidos os comportamentos infelizes de reencarnações anteriores, impressos  no períspirito

- O períspirito instala no inconsciente profundo as matrizes do receio de ser identificado, descoberto como autor dos demais danos produzidos em outros e que procurou ignorá-los, mascarando- se de inocente

(2) Fatores exógenos

- Neles estão elencadas (catalogadas) as atitudes educacionais no Lar, os relacionamentos familiares agressivos, o desrespeito pela identidade infantil e as narrativas apavorantes nas quais se comprazem certos adultos

4.5 - CULTIVANDO O MEDO

- Ao analisá-lo pela perspectiva do cultivo das emoções, simbolizamos o medo com a coroa-de-cristo que é um arbusto com longos ramos e com muitos espinhos

- Também é conhecida como “coroa-de-espinhos”, “dois irmãos”, “bem-casados”

- Por causa dos espinhos afiados, ela é utilizada por cerca viva, por manter, assim como medo, pessoas e situações a certas distância, gerando um estado de proteção

- Da mesma forma, o medo em certas manifestações também tem essa função, visando estabelecer distanciamento para proteção

- Quando impulsionado pelo instinto de sobrevivência, ela assume importante papel em nossas vidas, e por isso, deve ser estimulado

- Tentar matar essa “planta” em si, é colocar-se em risco que certamente conduzirá para prejuízos cada vez mais graves, até alcançar a anulação

4.5.1 - Fazendo a poda

- Quando a coroa-de-Cristo merece atenção e estímulo para se desenvolver, pois quando não cultivada adequadamente cresce em desgoverno e se torna fonte de transtornos e impedimentos

- Para discernirmos quando é necessário um “estímulo ao crescimento” (medo impulsionado pelo instinto de sobrevivência) ou à “poda” (medo impulsionado pelo Ego adoecido), precisamos aprender a nos perguntar : “O que está em risco?”... “O que está em jogo ali?”

- Assim chegamos de fato à questão do “Ego adoecido”, que se sente numa berlinda entre preservar-se para se manter enaltecido e exaltado, ou correr o risco de ser “derrotado”, “desmascarado”

- Ao fazermos a oração, podemos pensar : “E se eu errar?”, “E se eu esquecer parte da oração?”, “E se minha oração não for bonita?”, “E se eu falar baixo de mais e ninguém escutar?”

- Todas essas situações em que sentimos medo não são impulsionadas pelo “Instinto de sobrevivência”. O “Ego adoecido”, por interpretar essas supostas falhas como verdadeira morte da sua supremacia, reage com medo de descobrirem não ser tão bom quanto deseja aparentar, nem tão maravilhoso como alguns acreditam , nem tão equilibrado quanto tenta mostrar

- O “medo impulsionado pelo instinto de sobrevivência”  fez com que os apóstolos de Jesus  reunirem-se nas catacumbas, no escuro das madrugadas, para não serem mortos. Se fossem movidos  pelo “Ego Adoecido”, deixariam de fazer o que acreditavam no fundo da alma , e nós não vivenciaríamos hoje a glória de sermos cristão

- Onde e como estaria   a humanidade se os grandes nomes da  ciência dessem espaço ao medo de errar, de se frustrar, de não alcançar seus objetivo?

- Cultivar o medo, nessas circunstâncias, é o mesmo que fazer a “poda” adequada da Coroa-de- Cristo” para que não cresça demais e impeça a passagem

- Vivemos inúmeras situações em que as inseguranças impulsionadas pelo Ego adoecido”, pelo excesso de si mesmo, estão  presentes e não percebemos quantos prejuízos isso nos impõe

- Não enxergamos o quanto deixamos de oferecer ao mundo, o que temos de melhor quando não falamos às pessoas quão importantes são em nossas vidas ou o quanto as amamos, por temor de sermos rejeitados. Esse comportamento produz uma falência em nossa alma, afinal, a vivência dos bons sentimentos nos alimenta e nos fortalece

- Temos preocupações de nos entregar, pois o Ego imaturo busca garantias descabidas para não sofrer. Ambicionamos a recompensa, o reconhecimento, o acolhimento, sem correr o risco da rejeição ou do mau entendimento, desejando retorno antes mesmo de fazer investimentos

- Vivemos numa sociedade carente, em que desejamos nos sentir amados, aguardando alguém que nos faça sentir especiais, esquecendo que o que nos faz sentir preenchidos e satisfeitos não está ligado ao quanto somos amados, mas sim ao quanto amamos

- E, assim, adentramos um ciclo pernicioso, onde quanto menos oferecemos nosso amor, aguardando os outros, menos nos sentimos amados

- Em nossos lares, tentando sobreviver à rotina, precisamos aprender a declarar o quanto amamos as pessoas que estão à nossa volta, como a vida mudou com a presença delas e quanto sentiremos sua falta coma separação futura

- O “Ego doente” pela excentricidade fica refém do mundo exterior que lhe dá um suposto sentido e uma sensação de valor

- Anda cambaleante entre o pavor de expressar seus aspectos positivos e sofrer, seja pela rejeição, pelo abandono ou pela frustração, e o de exprimir seus aspectos negativos e viver as mesmas experiências de rejeição, abandono e frustração

- E, por estar numa fase de imaturidade, em vez de enfrentar essa emoção para descobrir seu verdadeiro valor, esconde-se sob o pretexto da timidez, da simplicidade, da humildade, da introversão
- Temos medo de pedir desculpas, ou perdão e não sermos atendidos; de nos voluntariarmos para algum trabalho e não darmos conta ou decepcionarmos os outros; de nos declararmos espíritas e não sermos compreendidos

- Temos certeza que seremos rejeitados por sermos quem somos além das aparências, e, por isso, criamos máscaras que não condizem com nossa intimidade

- Também, obviamente, por não expormos nosso lado frágil, deixamos de receber o acolhimento, o aconchego e a amorosidade que desejamos

- Ficamos ansiosos na realização de uma oração em público, de uma palestra ou da coordenação de uma atividade, revelando isso, quanto ainda somos movidos pelo “Ego adoecido” que está mais preocupado com seu desempenho e a avaliação do mundo, receando ser criticado ou condenado, do que com a atenção e a entrega à tarefa em si

4.5.2 - Descendo do Topo

- Esses medos são danosos porque revelam que nos colocamos num lugar mais alto do que de fato estamos, e temos medo de abdicar dessa ilusão: de quem não erra, de perfeição, de ser dono do saber, de ser amado por todos

- Por isso, dizemos que o Ego está adoecido, afinal, recusa-se a aceitar seu verdadeiro lugar de impermanência e insignificância no mundo

- A perspectiva do cultivo das emoções não pressupõe enfrentamento e exposição imediata, impositiva e impensada, como alguém que se livra de um problema

- Quando cultivamos essa emoção adequadamente, não damos espaço para que as preocupações ligadas à sobrevivência do “Ego adoecido” sejam alimentados, do mesmo jeito as plantas indesejadas no jardim

- Se o medo não for cuidado, como o jardineiro que abandona sua tarefa, ele tomará conta do canteiro, gerando destruição

- Porém, não devemos atacá-lo sem critérios, a golpes desgovernados de foices, sob o risco de decepá-lo e nos expormos demasiadamente, gerando traumas e dores profundas que seriam desnecessárias

- O medo enquanto uma energia de preservação, tem sua função impulsionada pelo instinto de sobrevivência. No caso do “Ego Adoecido”, ele precisa ser orientado amorosamente

- Precisamos mostrar para nós mesmos, gentilmente, que as situações de exposição às quais o medo nos paralisa, mais que barreiras e possibilidades de aniquilação da aparência, são oportunidades de crescimento interior e de realização divina

- Quando somos dominados por esse “Ego Adoecido”, por medo de perder o falso predomínio, deixamos de cumprir com nossas responsabilidades mais profundas perante Deus, abandonando nossos propósitos divinos e, por fim, destruímos nosso sentido existencial

- Quando somos capazes de confrontar os terrores decorrentes do “Ego Adoecido”, colocamo-nos no lugar do educando que aceita os desafios do educador, sabendo que as situações, dolorosas ou não, têm um sentido de ser e merece nosso investimento e atenção, num processo de aprendizagem e crescimento
- Talvez por isso a mentora Joanna de Ângelis seja tão direta : “A mais excelente terapia contra o medo e a ansiedade é a irrestrita confiança em Deus, que criou a vida com objetivos elevados
- A Doutrina Espírita ensina-nos o descompromisso com a imagem, com o ideal orgulhoso, com a expectativa ou com a aparência, a não recearmos a  dor, o sofrimento, a rejeição, o abandono ou a frustração, devendo nos comprometer apenas com nossa essência , servindo somente a Ele, amando a cada dia, mais e mais, e nos entregando ao Deus do Amor

CAPÍTULO 5 - A RAIVA

5.1 - SENTINDO A RAIVA

- Em geral, a raiva é aceita e até valorizada por parecer o oposto da passividade e da permissividade

- Segundo Joanna de Angelis ninguém deve envergonhar-se ou conflitar-se por ser vítima da raiva, fenômeno perfeitamente normal no trânsito humano, devendo-se evitar o escamoteamento dela, pela dissimulação, mantendo-a intacta

- A raiva torna - se grave quando não se tem capacidade de administrá-la
- Compreendemos, assim, a existência de um caminho do meio, no qual devemos nos balizar, tendo num extremo a repressão, negando-se para si mesmo, e no outro, a expressão desajustada ou valorização  irrefletida, ambos prejudiciais ao ser humano

- Se precisamos assumir que sentimos raiva, também precisamos nos responsabilizar pelo que fazemos com ela

- O alerta é para não escondermos essa  emoção, pois se não a identificarmos, como poderemos cultivá-la adequadamente para que dê flores e por reprimí-la adensamos essa energia que, aos poucos, torna-se um morbo prejudicial a nós mesmos e aos que estão a nossa volta

- Quando uma criança sente raiva é sempre melhor auxiliá-la a entrar em contato com a sua emoção, pois ela “castrada”, não aprende a lidar com a raiva

- Confundimos “criança reprimida” com “bem-educada”, pela falta de compreensão a respeito da raiva, somada ao preconceito de nos libertar das exigências angelicais

5.1.1 - A RAIVA ENGOLIDA

- Como energia de movimento,  engolir a raiva significa adentrar um processo de autoagressão materializada no próprio corpo, que logo mais produzirá certas doenças

- No livro “Autodescobrimento- uma Busca Interior”, Joanna de Ângelis atesta que toda a vez que a raiva é submetida à pressão e não digerida emocionalmente, esta produzirá danos ao organismo físico e psíquico

- No físico, mediante distúrbios do sistema vago-simpático, tais como indigestão, diarreia, acidez, disritmia, como autopunição. No emocional, nervosismo, amargura, ansiedade, depressão, etc

- Diz ainda Joanna de Ângelis que as raivas ingeridas a contragosto e não eliminadas desde a infância, poderão desencadear tumores malignos e outros graves efeitos no organismo, alterando a conduta por completo

- Há inúmeros estudos científicos, estabelecendo as relações entre a raiva e adoecimento físico. Destacamos um interessante artigo científico Junguiano, produto de uma tese de doutorado em psicologia Clínica da PUc/São Paulo, ocasião em que Moreno estudou a raiva associada à gastrite e esofagite, bem como certos problemas de pele e disfunções da tireoide

5.1.2 - A RAIVA DE NÓS MESMOS

- Existem pessoas que se autoagridem quando algo errado, batem com a cabeça na parede, se beliscam ou se esbofeteiam

- Em outras circunstâncias, vivemos essa raiva de nós mesmos de forma mais silenciosa, e por isso, talvez, seja mais difícil a identificação

- Em casos de relacionamentos conjugais mal-sucedidos ou de traições, podemos, ao invés de sentir raiva do cônjuge, sentirmos de nós mesmos por termos nos colocado naquela situação, ou por termos dificuldade em fazer boas escolhas para um relacionamento afetivo, ou por não termos percebido antes a situação

- Às vezes, temos raiva de nós mesmos por não atingirmos determinado objetivo, como ser aprovado numa prova ou sair bem numa entrevista

5.1.3 - A RAIVA QUE ESCONDE O MEDO

- Não sentimos raiva sem antes sentirmos medo

- Essa força não cresce em nós à medida que nos sentimos mais potentes, e justamente o contrário, à medida direta que nos sentimos fracassados em nossa suposta potência, quando nos faltam meios seguros para anular os efeitos do insulto

- Salientamos que, em determinados momentos em que sentimos raiva, nosso desejo de destruição decorre da sensação de fracasso, fragilidade ou limitação

- Transformamos o contexto para fugir dos sentimentos decorrentes dessa situação, pois ainda somos imaturos demais para nos deparar e assumir nossas fragilidades. Expulsamos a sensação de mal-estar letal “matando para não morrer”. Mas de qual morte falamos?

- Muitos homens e mulheres parecem extremamente fortes, agressivos, conseguem delimitar espaços, romper relações sem aparentar qualquer problema emocional

- Imaginamos que sejam pessoas bem resolvidas emocionalmente, beirando à frieza dos sentimentos e, em geral, demonstram autossuficiência, independência, distanciamento emocional e parecem não depender do afeto de ninguém, pois agem com raiva, mas não sabem que essa é filha do medo

- Pessoas têm comportamentos distantes, fingindo independência, mas esse comportamento, em geral, camufla o pavor de precisar e não ter quem as ajude

- Tentam, elas, demonstrar que não necessitam de afeto e atenção, ocultando de si mesmas o receio que têm de não serem amadas como são, ou de serem usadas pelos demais

- Essa, para nós, é uma das mais difíceis camuflagens da raiva, e que mais precisa de atenção, pois, afinal, tudo indica que ela surge para ocultar o sujeito frágil que habita em nós

5.1.4 - ENLOUQUECIDO DE RAIVA

- Se a repressão é uma postura adoecida emocionalmente e prejudicial, o seu extremo oposto, a expressão indiscriminada, é tão perturbadora quanto ou mais

- Reforçamos essa afirmativa, pois sob o discurso dos prejuízos de negar ou reter a emoção existe quem atue em extremos impensados, crendo que a livre expressão da emoção desequilibrada seja a melhor opção

- As reações raivosas fazem subir a pressão arterial e, mais do que se supunha, tendem a endurecer e degenerar as artérias mais rapidamente do que as de pessoas calmas

- Quando uma professora da PUC de Campinas, Marilda Lipp afirma que 90% dos hipertensos são pessoas com propensão para a raiva, e algumas têm temperamento explosivo, podemos perguntar: “Quantos desses talvez sejam hipertensos por terem um comportamento raivoso?”

- Além de todos esses elementos, o coordenador do Programa de Ansiedade e Depressão, do Instituto de psiquiatria da UFRJ, ainda acrescenta : “Elas tendem a ter compulsões e, com isso, comem, bebem, e consomem mais. Quando estão com raiva, sua reação costuma ser agredir

5.1.5 - TÉCNICAS PARA A ADMINISTRAÇÃO DA RAIVA

- Ninguém conseguirá atingir mais equilíbrio de sua vida emocional apenas com técnicas de contenção dos impulsos, pois será sempre preciso buscar a consciência do móvel interior que disparou essa energia, e essa pode ser a principal técnica

- Entrar em contato com a raiva é dialogar com a emoção, percebendo suas características, suas intenções e seus gatilhos

- Joanna de Ângelis faz algumas sugestões : gastar a energia em uma corrida ou num trabalho físico estafante, mas declara que a eficácia da atitude depende de não ter a conotação de fuga de si mesmo

5.2 - COMPREENDENDO A RAIVA

- Vivemos dias alucinados, acreditando que o mundo deve girar em torno de nós, e tudo aquilo que impedir o nosso reinado é visto como uma ameaça e precisa ser urgentemente eliminado

- Perdemos as referências internas e adoecemos de tal forma que nos tornamos cada vez mais raivosos, irritadiços e de difícil convivência

- Sempre que as coisas não saem como planejamos ou desejamos, sentimos raiva e o ego interpreta isso como um ferimento, uma afronta e, por isso, reage agressivamente

- Temos uma tendência de transferir as nossas responsabilidades aos outros, e na questão da raiva não é diferente. Por isso, precisamos nos perguntar “Por que estou sentindo isso, dessa  forma e não de outra?”... “Por que sinto raiva quando poderia sentir pena ou compaixão?”

- Joanna de Ângelis explica : “Quando algo ou alguém se choca com o prazer, o bem-estar de outrem, ou afeta o seu lado agradável, desencadeia-lhe, instantaneamente, a chispa da raiva

- Nas obras de Joanna de Ângelis fica evidente a diferença entre a raiva enquanto emoção que faz parte de nossa nível evolutivo, e da qual não devemos nos envergonhar, e a cólera como um grave distúrbio, inimigo do ser humano, que alucina e impulsiona o indivíduo a atitudes completamente irracionais

- Joanna de Ângelis e muitos outros estudiosos da psique humana afirmam: “A raiva instala-se com facilidade nas pessoas que perderam a autoestima e se comprazem no cuidado pela imagem que projetam e não pelo valor de si mesmas (livro: “Autodescobrimento-Uma busca Interior”)

5.3 - CULTIVANDO A RAIVA

5.3.1 - FAZENDO A PODA

- Do mesmo  modo que cultivar uma planta implica fazer a “poda” adequada, cultivar a raiva não é simplesmente alimentá-la para que cresça desgovernadamente

- Cuidar dela é dar curso ordenado para que essa energia cumpra com seu papel e ofereça-nos os resultados esperados

- Encontramos essa orientações nas palavras de Joanna ao dizer que precisamos cuidar para que a descarga volumosa e abrasadora mão encontre material inflamável em nós mesmos, para que vá desaparecendo sem deixar vestígios

- Com isso, ela deixa claro a respeito da presença da raiva em nossas vidas e o quanto devemos cuidar para não darmos mais alimento às feras dentro de nós

- Nós não podemos nos privar de sentí-la, sob o risco de nos reprimirmos e nos perdermos de nós mesmos, porém temos o compromisso da poda, através do controle e da disciplina, para que essa emoção não seja extravasada inconsequentemente, ferindo o nossa próximo e as leis

- Podar, no sentido de disciplinar determinada energia para evitar mais prejuízos, não é reprimir, pois a repressão é uma negação para si mesmo, acontecendo de maneira inconsciente, sem sabermos que estamos reprimindo

- Quando assim agimos. Tentando compreender a emoção em nós, antes de darmos vazão desgovernada, adentramos outro estado emocional mais pacificado

- Entrar em contato com a própria raiva e começar a entendê-la, analisando seus disparadores e os complexos que foram tocados, produz uma organização interna, um estado de mais lucidez que nos impede de sermos tomados pela emoção que nos deixa destrambelhados

- Quando “nos damos um tempo” para pensar, analisar as situações por outros ângulos, silenciando os impulsos daquele momento, em geral, chegamos a outras conclusões e somos levados a tomar atitudes, diferentes daquelas em que agimos intempestivamente

- Precisamos nos apressar em ouvir e nos demorar em reagir, afinal, dessa maneira poderemos enxergar os fatos com mais detalhes e profundidade e, principalmente, enxergar a nossa Alma

- Emmanuel  afirma : “O caminho humano oferece, diariamente, variados motivos à ação enérgica; entretanto, sempre que possível, é útil adiar a expressão colérica para o dia seguinte, porquanto, por vezes, surge a ocasião de exame mais sensato e a razão da ira desaparecerá”

5.3.2 - CRIANDO UMA CERCA PARA NOS PROTEGER

- Joanna de Ângelis no livro “Autodescobrimento-uma busca Interior”, nos aconselha que, quando ofendido, o indivíduo precisa expor seus sentimentos ao agressor, aos amigos, sem queixa, sem mágoa, demonstrando ser normal a vivência dessa emoção, e que como ser humano, necessita de respeito

- É preciso sinalizar ao agressor o que sentimos, caso contrário, estamos dando autorização para continuar, e o pior de tudo é que vamos camuflando, fingindo que nada está acontecendo, e em determinado momento teremos uma explosão desproporcional, somatório da situação imediata e de tudo aquilo que não trabalhamos anteriormente

- Quando nos encontramos em situações de violência física ou moral, o Ego certamente fará sinalizações buscando sobreviver, e essa reação precisará ser acolhida com respeito a autoamor

- É certo que já vimos pessoas que mantêm uma postura de submissão, mesmo à custa de dor e sofrimento, com o objetivo de demonstrar ao mundo que são boas, mansas e humildes

-Se assim procedem, não o fazem pelo outro, como fossem verdadeiramente altruístas, equilibradas ou caridosas, mas sim pela própria imagem, talvez para se sentirem amadas, valorizadas, especiais

- O problema está naquele que finge agir por um bem maior, mas na verdade o faz sem o consentimento da Alma, agindo assim, com a intenção equivocada de ser elevado futuramente. Essa atitude, produto do Ego adoecido pelo desejo de elevação, produzirá maus frutos, e por ser consequência direta do amor legítimo, acabará por destruir os bons sentimentos

- Ultrapassar o limite pessoal sob justificativa de elevação moral é transgredir a Lei, fingindo santificação antes de ter alcançando a plena humanização

- A partir disso, tudo o que poderia ser aprendizado e crescimento interior, por nos machucar demais, se transforma em mágoa, em ressentimento, ou até em ódio

- Proteger-se é muito diferente de agredir o outro, por isso, a mentora nos orienta a não nos permitirmos a intoxicação com os vapores morboso(doentios) da dissensão (disputa), mantendo-nos em equilíbrio mesmo quando ocorram situações vexatórias e que nos provoquem reações violentas

5.3.3 - ADUBANDO O SOLO PARA A ATUAÇÃO VIGOROSA

- A raiva produz um estado de alerta e preparação do corpo para golpear do inimigo, gerando pulsação e energia suficiente para uma atuação vigorosa

- Quando o Ego harmonizado com o Self consegue utilizar dessa energia de movimentação para operar mudanças importantes, transformar situações, impedir a violência e o desrespeito, está fazendo uma atuação vigorosa com fins positivos

- Ao vivermos um casamento em que somos constantemente traídos, sentirmos raiva é  um sinal de que o Ego se sentiu ferido. Mas isso, não necessariamente, quer dizer egocentrismo

- Em verdade, em uma situação como essa o estado de adoecimento egoico seria justamente o contrário

- Permanecer dessa forma, fingindo nada acontecer e tudo suportar, seria uma forma de descuido pessoal. Não exigir qualquer mudança no sentido de autopreservação é que seria um problema, afinal, não podemos confundir tão facilmente autoamor com egocentrismo

- Frente a essa situação, uma atuação vigorosa será bem-vinda, caso contrário, ao nos mantermos passivamente, estaremos descuidando de nós mesmos

5.3.4 - MUDANDO A PLANTA DE LUGAR

- Quando impulsionada pelo Ego adoecido, pelo excesso de nós mesmos, queremos mudar o mundo e fazer com que as pessoas se adaptem a nós, sem perceber que estamos nos colocando em um lugar privilegiado, acima do que merecemos. Às vezes, somos nós que precisamos mudar de lugar

- Na Lei de Destruição, do Livro dos Espíritos, os Espíritos superiores ensinam que precisamos enxergar na destruição uma transformação, e que, a destruição é Divina quando se cumpre em um tempo, necessidade e sentido adequados

- Precisamos romper com as imagens dentro de nós mesmos, do quanto nós nos achamos importantes, certos e adequados, pois sentimos raiva quando o mundo não se ajusta a esse julgamento equivocado que fazemos de nós mesmos

- Por isso, falamos em mudar a planta de local, em trocar de vaso, pois precisamos adentrar a um estado de menos “luminosidade”, descobrir os benefícios da “Sombra”, permitindo-nos rever posicionamentos a ações

- O cultivo da raiva, através do rompimento desnecessário, querendo se subtrair de transformações morais, faz com que ela se transforme em energia desenfreadamente destrutiva

- Cultivar a raiva é canalizar essa energia para atuar de forma a fazer com que a lei Maior se estabeleça. Por vezes, precisamos realizar mudanças externas, revendo relações, situações, contratos e interromper sutações desnecessárias e prejudiciais

- Ao longo de toda a obra “Psicologia da Gratidão”, Joanna de Ângelis explica-nos que existem sofrimentos que nos chegam sem depender de nossas atitudes, e precisamos aceitá-los por verificar que o fenômeno da dor tem razão existir naquele momento

CAPÍTULO SEIS - A TRISTEZA

6.1 - DEFINIÇÃO DE TRISTEZA

- A tristeza é uma emoção voltada para dentro, um abatimento, uma falta de energia que faz com que nos descolemos um pouco do mundo externo

- Dizemos que é o convite gentil do Pai para que fiquemos um pouco mais conosco mesmos

- Poucos temos intimidade interior, e quando somos “obrigados” pelo nosso psiquismo a permanecer assim, sentimos incômodo, desconforto ou mesmo dor

6.2 - IDENTIFICANDO A TRISTEZA

- Algumas pessoas não identificam seus sintomas ou, em intuindo-os, querem fugir desse contato

- É um fenômeno psicológico transitório, normalmente de curta duração. Essa explicação é importante tanto na identificação da emoção natural quanto de uma situação mais grave

- A tristeza não é o inverso da alegria, mas a sua ausência momentânea

6.3 - SENTINDO A TRISTEZA

- Se não desenvolvermos a capacidade de suportar essa dor, pouco extrairemos dela o que há de belo, transformador e divino

- Quando não nos permitimos viver a tristeza, a sensação de dor e sofrimento tende a aumentar

- Certas pessoas insistem em viver emocionalmente ilesas. Isso é doloroso e patológico, afinal não há como ocultarmos o sentimento de uma perda

- Quando temos dificuldade em aceitá-la, fazemos um esforço hercúleo para fugirmos de nós mesmos, não nos oportunizando momentos de solidão, de silêncio, de quietude

- É comum nos colocarmos constantemente em barulho, ligando o som, a televisão, e mesmo sem perceber, fixamo-nos em jogos, aplicativos dos celulares, mantendo contato com o mundo exterior, em um grande desgaste de energia, pelo receio de ouvirmos o chamado interno

- Construímos uma cultura avessa à tristeza, embora ela faça parte do rol das emoções básicas, em muitos contextos é menosprezada e rejeitada

- Nossas dores e tristezas ficam, por nós mesmos, relegadas ao abandono. Em geral, são aparentemente, suplantadas pelos divertimentos passageiros, pelas alegrias fugazes (rápidas)

- Nutrimos uma sociedade com exigência de alegria absoluta, impondo a expressão do sorriso mesmo quando o coração chora e a alma se debate em gemidos silenciosos

- Por isso, além da atitude descompensada de ocultar o verdadeiro estado existencial, elegemos uma ação ainda pior, a de esconder de nós mesmos as emoções profundas, por acreditarmos que ao sentí-las, estaríamos traindo as Leis Divinas e nos mostrando falíveis

- No livro “Atitudes Renovadas”, vemos novamente que esta emoção não é uma patologia, mas sim, um fenômeno natural que ocorre com todas as pessoas, mesmo as que vivenciam os mais extraordinários momentos de alegria

- Por isso a mentora nos instrui : “Não cultives a tristeza nem fujas dela, aceitando-a, quando se te apresentar e retirando o melhor resultado da oportunidade de reflexão que te proporcione”

6.3.1 - A TRISTEZA DOS OUTROS

- Pela dificuldade de contatar as emoções, talvez por não sabermos como agir ou por não compreendermos sua importância em nossas vidas, fugimos e determinamos inúmeras vezes : “Não fiques triste!”

- O melhor que podemos fazer por nossos afetos é ouvi-los, abrindo espaço para a expressão do mal-estar, com postura de acolhimento e compreensão, para que ela cumpra com seu papel na vida de todos

6.4 - COMPREENDENDO A TRISTEZA

6.4.1 - INTERIORIZAÇÃO

- A tristeza nos conduz à interiorização, e o caminho para dentro é sem dúvida o mais seguro e estável, pois nos coloca em contato com o nosso mundo particular, e, se assim o faz, é porque há uma sabedoria ínsita (Inata) convidando-nos à renovação

- A introspecção não quer dizer abandono, ao contrário, afinal olhar para dentro é uma postura ativa, de vivência profunda, mas num papel de quem está aprendendo algo e não importado

- Precisamos ser especialistas em nós mesmos, compreendendo a dimensão das dores e estragos internos, identificando os aspectos mais dolorosos e que precisam de mais atenção, daqueles simples e facilmente superáveis

- Quando estamos tristes, não temos energia para sair, ver pessoas ou nos divertir, pois, afinal, o convite é para dentro

- Quando alguém está triste, há mais maturidade e harmonia em conseguir conversar sobre a situação e auxiliar o indivíduo a digerir aquela experiência, do que em tentar esticar os braços para arrancá-lo do buraco imediatamente


6.4.2 - AJUSTAMENTO

- Uma das principais funções da tristeza, segundo Daniel Goleman, é a de proporcionar um ajustamento a uma grande perda, como a morte de alguém ou decepção significativa

- Por não termos mais o cônjuge ao nosso lado, precisamos aprender a viver sem ele, pois a vida continua e Deus sabe o que faz, porém, a maior e mais difícil readaptação não é a física ou a financeira, mas sim a emocional, pois às circunstâncias materiais, adaptamo-nos rapidamente

- Por isso, não nos parece adequado ou saudável, na tentativa de se curar, logo arrumamos um substituto para a nossa dor, apaixonando-se pelo primeiro que nos dê um pouco de atenção e carinho, pois deveríamos aprender a viver sozinhos

- A tristeza convida-nos a uma pausa para a compreensão da existência, e se conseguirmos fazer silêncio interior, amadurecemos um pouco mais, realizando uma reorganização interna usufruída apenas pelos que se permitem parar e ouvir o Deus Interno

- Faz parte do processo de compreensão da tristeza em nossas vidas entendermos que sua finalidade maior é nos conduzir para dentro e para realizarmos esse ajustamento

6.5 - CULTIVANDO A TRISTEZA

- Joanna de Ângelis afirma que : “A tristeza sem lamentação, sem queixas, sem ressentimentos, é, pois, psicoterapêutica”

- Esse é o comportamento essencial para identificar quando precisamos de uma intervenção mais severa: silenciar nossas palavras e pensamentos porque adentrarmos a postura queixosa, reclamando sem o intuito de  aprendizagem ou crescimento, como se Deus tivesse esquecido ou abandonado a nós

- Esse é o comportamento direcionado pelo Ego adoecido, pois quando agimos assim, a tristeza torna-se um movimento devastador, transforma-se em revolta, e o indivíduo se vitimiza sem igual

- O essencial no cultivo dessa emoção é o cuidado que devemos oferecê-la para que nos ajude a cumprir com a tarefa de introspecção e de crescimento interior

- Infelizmente, escolhemos a dor como método pedagógico, cuidando da saúde apenas quando ela está debilitada, valorizando o dinheiro quando ele nos faz falta e percebemos a importância de um ente querido quando ele se foi de nosso convívio direto

- Por ser adequadamente cultivada, enquanto energia de introspecção, a tristeza faz-nos repensar a vida e aprender com as dores que ela nos oferece
- Ao sermos inflexíveis ou egocêntricos, tornamos essa vivência prejudicial, e aí a tristeza perde sua finalidade terapêutica

- É evidente ser muito mais fácil alegar que o outro nos abandonou, que o colega nos feriu ou que o cônjuge nos magoou, do que investigarmos nossa realidade pessoal e nos transformarmos

6.6 - TRISTEZA E DEPRESSÃO

- A depressão pode se apresentar em forma de tristeza, mas essa é pertinaz, anulando os interesses pela permanência dos objetivos essenciais, dando lugar à melancolia que se instala, perniciosa, convertendo-se em patologia

- Claro que a depressão, assim como todas as doenças mentais, é um convite à revisão da forma como vivemos a vida, uma reflexão para novas posturas existenciais, contudo, ressaltamos que a vivência da tristeza e da depressão deve ser diferenciada

- O luto é útil, a depressão total, não. Nas grandes depressões a vida é paralisada e, consequentemente, parece impossível visualizar um recomeço. Os sintomas da depressão revelam uma vida suspensa

- A tristeza tem um sentido de interiorização e quando não percebemos esse sentido de transformação e não a vivenciamos de maneira saudável, positiva, corremos o risco de sermos solapados pela depressão

- O termo depressão tornou-se tão difundido que as pessoas a confundem com tristeza, pois que depressão é uma tristeza profunda e persistente, não devendo ser banalizada

6.6.1 - CAUSAS DA DEPRESSÃO

- Joanna de Ângelis, em seu  livro “Entrega-te a Deus”, ela reporta-se a quatro grandes causas  da depressão, estabelecendo por preponderante as heranças das reencarnações passada

- Como outros fatores, cita a perda de sentido existencial, a ausência de segurança nos padrões nobres das tradições de beleza e de objetivos dignificantes, a falta de convivência saudável com o próximo, em razão do medo de ser traído, abandonado, explorado ou simplesmente ser ignorado quando as suas necessidades se impuserem à amizade e ao afeto

- E, por fim, é preciso levar em consideração as paisagens ancestrais da hereditariedade, das enfermidades infectocontagiosas, dos traumas de infância, dos distúrbios orgânicos, bem como o desequilíbrio das funções tireoidianas, as mudanças orgânicas pela menopausa e pela andropausa, o câncer, doenças degenerativas o abuso do álcool, as doenças cardiovasculares, a idade avançada, todos contribuindo de maneira vigorosa para a presença   da depressão

- Joanna concorda com a classificação das causas da depressão sendo de natureza exógena e endógena, porém, explicita a necessidade de considerar a preponderância das heranças das reencarnações transatas (anteriores)

- E ela afirma em outra obra, categoricamente, que mesmo considerando os demais fatores, “ É o Espírito o desencadeador do transtorno martirizante”

- Afinal, se o sucesso do tratamento decorre, na maioria das vezes, da forma como enfrentamos a vida, todos os casos que evoluírem apenas com modificações externas ou puramente medicamentosas, sem aquiescência e transformação da alma, tendem à reincidência

- Além de tudo isso, ainda há que considerar as influências obsessivas, por também desencadearem  o processo depressivo, abrindo espaço para o suicídio, ou alienando o sujeito em transtorno psicótico, direcionando-o para a etapa trágica da autodestruição

6.6.2 - COMPREENDENDO A DEPRESSÃO

- A Psicologia Espírita considera o Espírito adoecido sendo o principal fator do distúrbio da depressão

- A medida que esse Ego não aceita ou não compreende o convite que a emoção lhe faz e o sentido dela em sua vida, a tristeza torna-se aparentemente destrutiva pelo enfrentamento que impõe

- O Ego adoecido, crendo-se acima do Bem e do Mal, por não saber como lidar com a experiência, fecha-se ou estagna-se, endurecendo emocionalmente em apatia, revolta silenciosa ou rebeldia declarada

- O aprisionamento do Ego se dá por comportamentos em que o Ego se mantém preso às circunstâncias externas da vida, adoecido por se colocar no centro de tudo e acreditar que a vida é, exclusivamente, fonte de prazeres e encantos, constrangendo a instância divina e impedindo sua livre expressão, porque a vida não se submeteu aos seus desejos

- Há depressão quando o Self, em fixação no conjunto celular, experimentou a amargura da mãe que não desejava o filho, do pai violento, dos familiares irresponsáveis, das pelejas domésticas, da insegurança no processo de gestação

- Embora as circunstâncias sejam dolorosas, sabemos que o comportamento de revolta ou de aprendizagem tem sua nascente na alma do indivíduo, caso contrário, todos que vivessem experiências difíceis na infância desenvolveriam quadros depressivos, o que não é verdade

- Joanna diz que a depressão é doença da alma, que se sente culpada, e, não poucas vezes, carrega esse sentimento no inconsciente, em decorrência de comportamentos infelizes praticados na esteira das reencarnações, devendo, em consequência, ser tratada no cerne da sua origem

- Quando deprimimos, caímos no buraco e por todos esses sentimentos de revolta, de culpa, não queremos reflexionar, apenas ficar ali dentro, em silêncio, pois há um medo de sair e sofrer novamente dor semelhante, ou receio de não conseguir mudar a situação, ou por revolta surda, não querer aceitar o que a vida lhe ofereceu, parecendo uma tentativa frustrada de se proteger do mundo, de não sofrer mais

- Os casos de depressão mais difíceis  de serem trabalhados são os resultantes da revolta já que a depressão não está diretamente ligada à quantidade de tristezas que tivemos em nossas vidas, mas sim, à postura que temos frente a elas

- Esse encarceramento íntimo se verifica quando fugimos de amigos, ou nós nos restringimos ao mínimo possível, para evitarmos sofrer novamente uma decepção como vivemos da amizade anterior. Ou quando evitamos um envolvimento afetivo por sermos incapazes de nos entregar verdadeiramente a um amor, pelo receio de arriscar e sofrer novamente

6.6.3 - TERAPÊUTICA DA DEPRESSÃO

- Se o sujeito é incapaz de cultivar a tristeza do jeito que ela merece, a depressão o obriga a ir ao encontro interior de maneira drástica

- Íris Sinotti, psicoterapeuta Traspessoal, diz: “A tarefa que precisa ser, invariavelmente, envolve um novo nível de responsabilidade, um encontro real com a Sombra, um aprofundamento da jornada em direção a lugares novos e até então inexploráveis. O depressivo deve buscar forças para não permanecer prisioneiro do passado, mas com ele aprender para não repetir os mesmos erros no presente”

-Continua Íris Sinoti : “O grande valor da depressão está em perceber que esse movimento de regressão da energia da psique está a serviço do EU, assim como o sono serve de equilíbrio para o corpo”

- Se falta ao depressivo justamente a vontade, um dos sintomas da doença, precisamos auxiliar nos fatores que estejam acarretando a perda da vontade e não exigir uma solução mágica

- Como dissemos, a depressão é o fim da linha de fuga para o autoencontro e a revisão de posturas em relação a si mesmo, à vida e aos outros

- Então, quando assistirmos um ente querido nesse estado, cabe-nos estimulá-lo ao autodescobrimento, ao descobrimento da sua realidade maior

- A teurapêutica proposta pela Psicologia espiritual passa pela valorização de si mesmo e pelo reconhecimento da imortalidade, pois esse compreensão seja fundamental para que, ao percebermos nossa recusa em viver, para modificarmos posturas, pensamentos, relações, formas de nos relacionar com as pessoas e o mundo

- Em algum momento, precisamos realmente aprender que a maioria das situações não é do nosso jeito, e outras, precisaremos  construir e investir para que saiam do modo esperado. Mas, se recusar a viver é negar a Deus

- Como nos mantemos na superficialidade emocional, exigimos sermos amados na esperança de nos sentirmos melhores, sem entender que a cobrança que nossa alma nos faz é para amarmos, para nos doarmos, para sermos importantes na vida dos outros antes mesmo que sejam em nossas vidas

- Por isso diz Joanna de Ângelis “nunca, pois, devem postegar essa saudáveis e verdadeiras manifestações da afetividade, a fim se serem evitados futuros transtornos de comportamento, quando a culpa pretenda instalar-se em forma de arrependimento pelo não dito, pelo não feito, mas sobretudo pelo mal que foi dito, pela atitude infeliz do momento perturbador”


CAPÍTULO SETE - A ALEGRIA

- A alegria é considerada uma emoção positiva por ser agradável, quando expressa, verdadeiramente, o estados da Alma

- A alegria é a presença de Deus no coração e, como toda emoção, ela é passageira e deixa uma sensação de bem-estar, alívio e leveza em quem a viveu

- Ela aquece a alma e estimula o ser a continuar sua caminhada, mesmo em meio a certos dores e percalços passageiros

- Muitos confundem seriedade com sisudez, comprometimento com ausência de alegria e espiritualidade com fechamento. E, no outros extremo temos a euforia, estado exagerado de alegria, ou falsa alegria, beirando o destrambelhamento da alma


7.1 - SENTINDO A ALEGRIA

- Essa emoção, segundo Joanna de Ângelis, proporciona ao cérebro enzimas especiais que decorrem de fatores imunizantes e proporcionam o constante equilíbrio orgânico

- Na obra “Vitória sobre a depressão”, a mentora reforça que “A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente a ama”

- Aguardamos momentos de alegria que nunca chegam, apostando nossas fichas no final de semana ou nas férias, sem identificarmos que a verdadeira felicidade vem de dentro

- Dessa forma, quando esses dias esporádicos chegam, vivemos diferentes sensações, mas no final das contas, por não sabermos viver a alegria verdadeira, terminamos, novamente, cansados ou estressados, vazios interiormente, apenas distraídos

7.2 - COMPREENDENDO A ALEGRIA

- Entender e aceitar o estado transitório desta emoção é fundamental para não nos impormos à necessidade de uma alegria constante, em uma conduta vazia e superficial, não condizente com a realidade emocional

- A sociedade contemporânea estabeleceu que a alegria deve ser um estado constante de todos os indivíduos, significando êxito, realização nos relacionamentos, triunfo pessoal e econômico, conquista de posição relevante

- Em consequência, há um estereótipo representado de alegria, mesmo quando o coração chora e o espírito se debate em conflitos e dores não exteriorizadas

- Quando o Ego se vê na obrigatoriedade de externar alegria para manter as aparências e não se sentir diminuído, forja estados de alma que mais nos atormentam do que verdadeiramente nos alegram

- O culto da aparência incita-nos a forjarmos uma emoção falsa, sem substrato profundo. Esse é o primeiro passo no ensaio para o episódio da euforia, que desencadeará o transtorno bipolar

7.3 - ALEGRIA X EUFORIA

- Em “Amor, Imbatível Amor”, a mentora aborda a questão dos transtornos de humor e diz que “No excesso de humor, ou seja, na euforia perde-se o contorno do que é real e passa-se ao exagero, tornando-se irresponsável em relação aos próprios atos, já que tudo entende como de fácil manejo e definição. Em tal situação, quando irrompe a doença, há uma excitação que conduz o paciente às compras, à agitação, à insônia, com dificuldades de concentração”

- O Ego adoecido pelo excesso de si mesmo não consegue compreender que a tristeza é saudável, enriquecedora e terapêutica.  O excesso de risos surge para forjar um estado de superioridade ou bem-estar inexistente e desnecessário

- Esse é um movimento do Ego adoecido que acredita ser possível enganar a si mesmo e aos demais, intensificando algo, como se a quantidade pudesse sobrepujar a qualidade

- Frente à dor do desencontro, à frustração do não conquistado e ao vazio da exterioridade, o sujeito que não está maduro minimamente, derrapa para o caminho aparentemente mais fácil, a porta larga, a construção da persona de alegre

- Certamente, por não perceber a solicitação para análise das necessidades reais e revisão da existência, o indivíduo, fugindo de si, mais cedo ou mais tarde, cairá nas malhas da depressão

- Joanna de Ângelis nos ensina que “Na raiz psicológica do transtorno depressivo ou de comportamento afetivo (transtorno Afetivo Bipolar), encontra-se uma insatisfação do ser em relação a si mesmo, que não foi solucionada”

- Certamente, vivemos uma dose de insatisfação pelo que somos. Muito distante ainda nos encontramos de Deus e de suas leis, e seria patológico nos contentarmos com isso

7.4 - CULTIVANDO A ALEGRIA

- Se a tristeza é uma energia de introspecção, que convida o homem ao reajustamento e à revisão de alguns elementos da vida, a alegria é uma energia de exteriorização

- Se na tristeza revermos a nossa forma de encarar a vida, na alegria expressamos a certeza de que está tudo certo

- Se na tristeza Deus nos convida a olharmos para dentro e mudarmos algumas posturas, na alegria somos nós que dizemos a ele: muito obrigado!

- Cultivar a alegria é termos olhos para Deus e para o Seu movimento, compreendendo e aceitando a trajetória que Ele determina para nós

- Quando a alegria não é cultivada de maneira adequada, alicerçada no Eu Superior, torna-se adoecida e compromete o desenvolvimento emocional do indivíduo

- Porém, quando é a consequência do reconhecimento de nossa pequenez frente ao Senhor, e de que somos velados por Ele, tornamo-nos alegres, felizes!

CAPÍTULO 8 - A ARTE DE CULTIVAR AS EMOÇÕES

- A partir do reconhecimento de que somos seres emocionais, que não podemos fugir desse mecanismo, que as reprimir gera grandes prejuízos para o complexo mente-corpo, e que, se as cultivarmos adequadamente, poderão embelezar  e perfumar as nossa vidas

- Quando não cultivamos nossas emoções, elas ficam escancaradas, desalinhadas, intempestivas, automatizadas ou embotadas, gerando mal-estar para nós e para os outros

- Quando ignorantes dessa arte, reagimos com raiva ao sentirmos medo, choramos aparentemente de tristeza ao sentirmos raiva, ou camuflamos nossa tristeza com os sorrisos da falsa alegria

- Somente através do diálogo com as emoções podemos conhece-las efetivamente e compreender o sentido de cada uma delas em nossa vida

- Disso resulta o entendimento de que  o medo é uma energia de preservação, e por isso, nos aponta os cuidados a serem tomados, visando ao bem-estar individual e à perpetuação da espécie

- A raiva pode ser vista por energia de movimentação, convidando-nos a mudanças de postura, de imagens internas e externas, visando estabelecer condições saudáveis para o crescimento interior

- Dessa mesma forma, a tristeza passa de simples fracasso para ser percebida como energia de introspecção que faz olharmos para dentro, estimulando a percepção das dores internas para nos ensinar a bem mais conduzirmos a vida

- E por fim, a alegria enquanto energia de exteriorização, colocando para fora, em troca harmoniosa com o Universo

- Se as emoções são um dínamo de vida, de realização, de crescimento, entendemos que produzem aflições quando se deparam com um Ego exaltado, com as posturas rígidas autocentradas

- Quando movidas pelo Ego adoecido, desvirtuam-se gerando dor e sofrimento, interpretando os desafios por ameaças, as divergências como hostilidade e as perdas como punições

- Isso tudo porque o Ego, incapaz de enxergar a vida pelo ângulo divino, analisa as situações apenas pelas suas lentes mesquinhas, autocentradas e competitivas, por acreditar que o mundo só tem espaço para aquele que ocupa o primeiro lugar, e que só é amado quem é perfeito

- Quando não trabalhadas e cultivadas de maneira positiva tornam-se vícios que se enraízam em forma de hábitos de qualidade inferior, respondendo por diversos desastres morais e emocionais

- Assim, as emoções refletem o estado espiritual em que cada um transita, e quando movimentadas pelo egoísmo e desejos do prazer material excessivo geram desajustes de difícil superação

- Contudo, amparadas pelo Ego em plena harmonia com o Self, o medo cumpre com seu papel de preservação exclusivamente nas situações que realmente oferecem risco à vida

- A raiva atua vigorosamente como energia movimentando e efetivando as mudanças necessárias, a tristeza reassume seu potencial introspectivo para fortalecer nosso contato com Deus e aceitarmos Seus desígnios

- Ao refletirmos acerca de nossos medos, percebemos quanto ainda estamos aprisionados ao mundo infantil, condicionados pelos insucessos da vida, ou paralisados frente às exterioridades, revelando quão inseguros somos, quanto duvidamos de nossas capacidades e potenciais, quanto a opinião alheia prevalece sobre nós e quanto preocupados somos com nossa imagem, mais do que com as tarefas a serem realizadas

- E receosos de colocar nosso Ego em risco, preferimos não atender ao chamado evolutivo

- Ao dialogar com a raiva, identificamos o franco egocentrismo, também verificamos quão imaturos e exigentes nos colocamos nas relações, como se o mundo fosse obrigado a nos servir a nosso modo e a nosso tempo

- Contatar a raiva que há em nós faz percebemos a inflexibilidade e, principalmente, o desejo de superioridade. Ela tem um poder especial de delatar nosso senso equivocado de autoimportância e de exaltação

- Como dizemos anteriormente, se o sentimento de autoimportância desmedida é a postura egoica que gera todos os vícios e que desajusta as nossas emoções, então o reconhecimento da nossa pequenez, consequência do autodescobrimento, dar-nos-á o equilíbrio emocional e será a nossa salvação

- Sem humidade, adornamo-nos de virtudes que não possuímos. Por compreendermos que sem Deus, sem o conhecimento, sem muito esforço e amparo dos bons espíritos, nada somos e muito pouco podemos, sentimos a nossa pequenez

- Joanna de Ângelis diz que a humildade não é a negação de valores, nem subestima por si próprio, afinal, ser filho de Deus e encontrar-se em experiência evolutiva, é bênção que não podemos desprezar


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